Nos dois primeiros meses do ano são 18 óbitos, contra 14 no primeiro bimestre de 2024; imprudência é principal fator para aument
Ribeirão Preto registrou um aumento no número de mortes causadas por acidentes de trânsito nos primeiros meses de 2025. Em fevereiro, Trânsito de Ribeirão Preto registra alta, foram 11 óbitos, um crescimento de 37,5% em relação ao mesmo mês de 2024, quando ocorreram 8 mortes. No acumulado de janeiro e fevereiro, o total chegou a 18, contra 14 no primeiro bimestre do ano anterior, representando um aumento de quase 29%.
Perfil das vítimas: Entre as 11 mortes registradas em fevereiro, quatro eram motociclistas, três pedestres, três ciclistas e apenas um motorista. Esses dados indicam que os usuários mais vulneráveis no trânsito são os que mais têm sofrido com acidentes graves.
Fatores que contribuem para o aumento
O advogado especialista em trânsito Rodrigo Pasqualoto atribui o crescimento das fatalidades ao comportamento inadequado dos motoristas, que desrespeitam as leis de trânsito e agem de forma agressiva. Segundo ele, a banalização das normas exige medidas mais rigorosas por parte das autoridades para controlar esses comportamentos.
Leia também
Percepção dos ciclistas: Renato Rodrigues Ferreira, ciclista em Ribeirão Preto, destaca que o aumento no número de pessoas que utilizam bicicletas também eleva a probabilidade de acidentes. Ele observa que muitos motoristas não sinalizam corretamente, estacionam em locais proibidos, desrespeitam faixas de pedestres e sinais vermelhos. Além disso, tanto motociclistas quanto ciclistas frequentemente não cumprem as exigências de sinalização previstas no Código de Trânsito Brasileiro, como o uso de luzes dianteiras, traseiras e faixas refletivas.
Informações adicionais
O aumento das mortes no trânsito em Ribeirão Preto reflete um desafio crescente para a segurança viária local, especialmente para pedestres, ciclistas e motociclistas. A falta de respeito às leis e a imprudência no trânsito são apontadas como principais causas, e especialistas alertam para a necessidade de ações mais efetivas das autoridades para reverter essa tendência.



