Ouça o primeiro bloco do programa que foi ao ar neste sábado (5)
Neste sábado, o programa Almanac CBN discutiu a transparência na gestão pública, com a participação de especialistas e representantes da sociedade civil. O debate abordou os avanços e desafios da transparência, o papel da sociedade na cobrança por informações e a postura dos gestores públicos.
O papel das ONGs no combate à corrupção
O Dr. Jorge Sanches, advogado e conselheiro da AMARIBO (ONG de combate à corrupção), relatou a trajetória da organização, iniciada em Ribeirão Bonito (SP). A AMARIBO, por meio de denúncias, criação de sites e cartilhas, e a orientação à população sobre como fiscalizar as contas públicas, demonstrou que é possível combater a corrupção, mesmo em pequenas cidades. A ONG expandiu sua atuação para diversos estados brasileiros e participou de encontros internacionais sobre o tema.
Transparência: a responsabilidade é compartilhada
Rafael dos Anjos, especialista em administração pública, destacou a necessidade da colaboração entre agentes públicos e sociedade civil para garantir a transparência. Ele apontou a resistência de alguns gestores em compartilhar informações e a dificuldade da população em processar o grande volume de dados disponibilizados, frequentemente de forma pouco acessível. A solução, segundo ele, está em apresentar as informações de forma clara e acessível, conectando-as à realidade do cidadão.
A importância da fiscalização e o caso da Câmara Municipal de Ribeirão Preto
O Dr. Márcio Minoro Garcia Taqueuxi, advogado e membro do Observatório Social, apresentou um estudo sobre a Câmara Municipal de Ribeirão Preto. A pesquisa analisou a presença dos vereadores nas sessões, o número de projetos relacionados à transparência e o cumprimento do regimento interno. O estudo revelou que, apesar de avanços na transparência, ainda há problemas como o descumprimento do regimento interno, com vereadores deixando de votar sem sofrer as consequências previstas. A falta de transparência na pauta das sessões também foi criticada, dificultando a participação da sociedade. A discussão apontou para a necessidade de vontade política para efetivamente implementar a transparência e a importância de uma gestão pública moderna e eficiente, que priorize a educação, saúde e segurança pública.
O programa concluiu com a ênfase na necessidade de uma mudança de postura por parte dos gestores públicos, que devem ser mais transparentes e receptivos à participação da sociedade. A transparência, acessível e compreensível, é fundamental para uma democracia plena e para que o cidadão possa exercer seu papel de fiscalização.



