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Transplante de medula óssea dá novo passo no tratamento de doenças autoimunes

Estudo feito em Ribeirão identifica que cirurgias feitas com materiais do próprio paciente têm até 80% de chance de dar certo
Transplante de medula óssea
Estudo feito em Ribeirão identifica que cirurgias feitas com materiais do próprio paciente têm até 80% de chance de dar certo

Estudo feito em Ribeirão identifica que cirurgias feitas com materiais do próprio paciente têm até 80% de chance de dar certo

Uma pesquisa realizada no Hospital das Clínicas e Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto mostra resultados promissores com o transplante autólogo de células tronco hematopoéticas para o tratamento da esclerose sistêmica.

Esclerose Sistêmica: Um Desafio para a Medicina

A esclerose sistêmica é uma doença rara que afeta principalmente mulheres entre 30 e 55 anos. Seu sistema imunológico ataca o tecido conjuntivo, causando enrijecimento e endurecimento da pele, além de poder afetar órgãos vitais como pulmão, coração e trato gastrointestinal, colocando a vida do paciente em risco. A falta de um tratamento 100% eficaz torna a busca por novas alternativas crucial.

Transplante Autólogo: Uma Nova Esperança

O estudo investigou o transplante autólogo de medula óssea como opção terapêutica para pacientes com esclerose sistêmica resistentes ao tratamento convencional. Embora não seja indicado para todos os pacientes, o procedimento apresentou uma taxa de sucesso entre 70% e 80%, resultando na estabilização da doença. A reumatologista e pesquisadora Daniela Morais ressalta que, embora não se fale em cura, a estabilização já é considerada um grande sucesso.

Resultados e Perspectivas Futuras

Cerca de 10% dos pacientes apresentaram sucesso parcial, necessitando ainda de medicamentos imunossupressores, mas respondendo melhor ao tratamento. Em 5% a 10% dos casos, o transplante não apresentou resultados. O procedimento envolve a coleta de células-tronco do próprio paciente, seguido de quimioterapia para destruir o sistema imunológico antigo e, posteriormente, a reintrodução das células-tronco. O estudo, iniciado há 13 anos, demonstra a busca contínua por soluções para essa doença desafiadora, oferecendo esperança para pacientes que buscam alternativas eficazes de tratamento.

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