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Transplante de órgãos é o tema do Almanaque CBN

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Transplante de órgãos
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O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HC-RP), referência em transplantes de órgãos, enfrentou sérios desafios em 2019. A suspensão das cirurgias de fígado por quase dois meses, devido à falta de anestesistas, expôs fragilidades no sistema.

A Crise de 2019 e a Mobilização

A falta de anestesistas, motivada por salários baixos em comparação à rede privada, paralisou os transplantes de fígado no HC-RP. Somente uma grande mobilização interna, envolvendo a direção do hospital, o departamento de cirurgia, e principalmente os pacientes e seus familiares, pressionando por soluções junto ao governo do estado de São Paulo, permitiu a retomada das cirurgias. Apesar da interrupção, foram realizados 22 transplantes de fígado após a reabertura do centro cirúrgico.

Soluções e o Futuro dos Transplantes

Para evitar novas crises, o Dr. José Sebastião dos Santos, coordenador de transplantes do HC-RP, defende a compreensão da dinâmica de mercado na remuneração dos profissionais. A necessidade de salários competitivos para atrair e reter especialistas, como anestesiologistas, é crucial para garantir a continuidade dos transplantes. O governo e o hospital precisam implementar soluções rápidas e eficazes, considerando que uma equipe cirúrgica completa e capacitada depende de todos os seus componentes para funcionar. A equipe de transplantes do HC-RP, por exemplo, mobiliza cerca de seis cirurgiões capacitados, além de anestesiologistas, enfermeiros e outros profissionais.

O SUS e os Desafios para o Futuro

O Dr. Santos destaca os desafios constantes enfrentados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo ameaças internas e externas, como interesses corporativos que conflitam com as necessidades da população. Ele enfatiza a importância do SUS como um sistema público de acesso universal, inspirado em modelos de países desenvolvidos, e a necessidade de apoio da população e do poder público para garantir sua sustentabilidade e eficiência. A pesquisa também é fundamental para a inovação e a melhoria contínua do sistema, mas enfrenta cortes de recursos que prejudicam o desenvolvimento de novas tecnologias e tratamentos. A prevenção de doenças é crucial para reduzir custos a longo prazo, evitando complicações e internações mais caras. O HC-RP, como referência nacional e internacional, demonstra a capacidade do Brasil em realizar transplantes complexos, mas precisa de investimento contínuo para atender à demanda e melhorar os indicadores de saúde da população.

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