Em média 47 mil usuários pararam de usar o serviço nesta semana; em contrapartida, o número de ônibus nas ruas foi reduzido
Em Ribeirão Preto, a população enfrenta mudanças significativas no transporte público coletivo devido à pandemia do coronavírus. A redução no número de passageiros e a alteração nas linhas de ônibus têm gerado preocupações e questionamentos.
Redução de Passageiros e Linhas
O número de passageiros no transporte coletivo de Ribeirão Preto caiu 24% em apenas uma semana. Na última terça-feira, foram registrados 148.957 usuários, 47 mil a menos que a média das duas semanas anteriores. A redução já havia sido percebida na segunda-feira, com uma queda de 13,4% (30 mil passageiros a menos). O medo de contágio pelo coronavírus é apontado como a principal causa dessa diminuição.
Impactos e Reações
Usuários relatam ônibus superlotados em alguns horários e, em outros, veículos quase vazios, demonstrando a incerteza e o medo da população. O Consórcio Pró-Urbano, responsável pela gestão do transporte, afirma estar intensificando a higienização de terminais e ônibus, além de priorizar as folgas dos motoristas mais idosos. No entanto, passageiros reclamam da falta de álcool em gel nos terminais e ônibus, situação admitida pelo consórcio, que alega estar aguardando o reabastecimento. A redução do quadro de horários das linhas, tomada pelo Pró-Urbano sem aviso prévio, gerou críticas do prefeito Duarte Nogueira e da Transerp, que prometeu fiscalizar e tomar providências.
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Medidas e Preocupações
A Transerp afirma que tomará medidas drásticas contra a redução de linhas sem autorização. A Autoviação 1001, do grupo JCA, suspendeu as operações interestaduais com origem ou destino ao Rio de Janeiro por 15 dias, afetando linhas como a Viação Cometa. A situação dos ônibus circulando com passageiros em pé também preocupa, especialmente considerando as normas de segurança em outras cidades, onde o transporte público é interrompido caso haja passageiros em pé. A reportagem da CBN Ribeirão solicitou um posicionamento do Consórcio Pró-Urbano sobre as mudanças nas linhas, mas não obteve resposta até o momento da publicação.



