Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Lis Canello
Uma pesquisa inovadora, conduzida por cientistas do grupo de ótica do Instituto de Física de São Carlos em colaboração com o Departamento de Fisioterapia da UFSCar, revelou que a fototerapia, tratamento baseado na aplicação de luz, pode prevenir problemas cardíacos em mulheres na pós-menopausa. A professora Fernanda Paulilo, do Instituto de Física de São Carlos, compartilhou detalhes sobre essa importante descoberta.
Fototerapia e Exercício Físico: Uma Combinação Poderosa
Já é amplamente conhecido que o exercício físico traz inúmeros benefícios para a saúde. A fototerapia, por sua vez, tem sido utilizada na medicina, estética, odontologia e fisioterapia para o tratamento da dor, aceleração da cicatrização e como agente anti-inflamatório. A ideia central da pesquisa foi combinar os efeitos positivos da luz com os benefícios do exercício físico, recrutando mulheres de meia idade para o estudo.
Prevenção de Doenças Cardíacas na Pós-Menopausa
O foco principal da pesquisa foi a prevenção, uma vez que as participantes não apresentavam problemas cardíacos preexistentes. A menopausa acarreta um declínio hormonal significativo, levando ao aumento da gordura corporal, perda de massa muscular e óssea, o que aumenta o risco de pressão alta, colesterol alterado e, consequentemente, doenças cardíacas, como infarto e derrame. A fototerapia, ao utilizar a luz como forma de tratamento, estimula o organismo a transformar a energia luminosa em energia bioquímica, com potencial para mitigar esses riscos.
Impacto e Aplicações Futuras da Fototerapia
Os resultados da pesquisa têm implicações importantes não apenas para mulheres na pós-menopausa e pessoas em processo de envelhecimento ou com cardiopatias, mas também para atletas. A fototerapia demonstrou melhorar o desempenho físico, o que se reflete na saúde geral e no desempenho esportivo. O reconhecimento do estudo em nível nacional e internacional, inclusive com premiações, demonstra a relevância da pesquisa e seu potencial para beneficiar a população, transpondo os muros da universidade e impactando positivamente a qualidade de vida das pessoas.
O estudo representa um avanço significativo no uso da fototerapia para a promoção da saúde.



