Pesquisas com anticorpos vindos do plasma de pessoas curadas do novo coronavírus pode ajudar novos pacientes
Um novo tratamento para COVID-19, utilizando plasma de pacientes recuperados, está sendo testado no Brasil, após aprovação para uso por um grupo de médicos.
Como funciona o tratamento?
O método consiste em utilizar o plasma sanguíneo de pessoas que se recuperaram da COVID-19, rico em anticorpos, para auxiliar pacientes com casos mais graves. O processo, semelhante à plasmaferese, permite a coleta de grande volume de plasma (cerca de 600ml) sem prejudicar a saúde do doador. Um doador pode contribuir até quatro vezes, e seu plasma pode tratar até cinco pacientes. A coleta do plasma é realizada em uma máquina que centrifuga o sangue, separando o plasma dos outros componentes, que são devolvidos ao doador.
Testes e expectativas
O estudo, já realizado na China, Itália e Estados Unidos, visa acelerar a produção de anticorpos nos pacientes infectados. A Anvisa reconhece o potencial do tratamento, mas ressalta a limitação das amostras para comprovação definitiva de eficácia. O Ministério da Saúde revisa a literatura científica para avaliar a robustez dos dados. Os casos mais graves e moderados serão priorizados no tratamento, que será realizado em ambiente de pesquisa para monitorar benefícios e riscos.
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Embora a notícia traga esperança, é importante ressaltar que este tratamento não é indicado para todos os pacientes. A expectativa é de que o estudo forneça resultados positivos e contribua para o combate à COVID-19 no Brasil, mas ainda há incertezas sobre sua eficácia em larga escala.



