Apenas um integrante dos quatro que foram presos pela Polícia Federal não é da cidade
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira, a Operação Seleno, mobilizando mais de 350 policiais para cumprir 138 mandados judiciais em São Paulo, Paraná, Espírito Santo e Minas Gerais. Estima-se que 28 desses mandados foram cumpridos em solo paulista, incluindo cinco em Ribeirão Preto.
O Esquema de Contrabando
A quadrilha investigada era especializada no contrabando de mercadorias do Paraguai, com preferência por materiais eletrônicos. Segundo a PF, uma grande empresa de Ribeirão Preto encomendava esses produtos. No entanto, após três anos, o esquema se expandiu para incluir mercadorias de alto valor agregado, como notebooks, pen drives e outros equipamentos eletrônicos. O delegado da Polícia Federal, Alexander Noronha Dias, revelou que o contrabando se tornou mais abrangente e sofisticado, incluindo medicamentos, anabolizantes e hormônios.
Logística e Operação
A Polícia Federal estima que os contrabandos movimentavam cerca de R$ 3 bilhões por ano. Das quatro lideranças da quadrilha, três estavam baseadas em Ribeirão Preto. O transporte das mercadorias era realizado por 12 aeronaves identificadas pela PF. Seis delas foram apreendidas na região, em Barretos, Tuverava e Orlândia. Um aeroporto no interior do Paraná era utilizado como base intermediária, com planos de voo desde Salto del Guairá, no Paraguai, até pistas clandestinas na região de Ribeirão Preto.
A Central Logística em Ribeirão Preto
A investigação da Polícia Federal concluiu que Ribeirão Preto funcionava como a central logística da quadrilha. Durante a operação, um prédio de luxo no Jardim Irajá foi alvo de buscas intensas, onde foram recolhidos documentos e arquivos de um escritório ligado a um dos líderes do grupo. A operação revelou a complexa rede de contrabando e a importância de Ribeirão Preto no esquema.
A ação da Polícia Federal desmantelou uma organização criminosa que operava em larga escala, impactando o mercado ilegal de produtos contrabandeados.



