Trio pegava restos de GLP em botijões usados, envasava um novo cilindro e revendia; suspeitos são de Ribeirão Preto
Três homens foram detidos em Cetãozinho pela Polícia Ambiental por adulterarem botijões de gás de cozinha.
Como agiam os suspeitos
Os suspeitos, moradores de Ribeirão Preto com idades entre 28 e 40 anos, retiravam o gás residual de botijões e o transferiam para outros, lacrados posteriormente para revenda. Estima-se que cerca de 80 botijões eram adulterados semanalmente. A ação ocorria em área rural, visando dificultar a fiscalização.
A operação e as consequências
A Polícia Ambiental encontrou os suspeitos após perceber um forte cheiro de gás. Foram apreendidos um veículo, lacres, selos, etiquetas e ferramentas utilizadas na adulteração. O capitão Diogo Araújo, da Polícia Ambiental, relatou que os indivíduos trabalhavam para uma distribuidora de gás, utilizando botijões supostamente vazios para o transporte. Após serem ouvidos na delegacia, os suspeitos foram liberados, mas responderão pelo crime de revenda de produtos derivados de petróleo e gás natural em desacordo com as normas. Há possibilidade de indiciamento por crime contra a economia popular, dependendo da perícia nos botijões.
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Riscos e prevenção
Além do prejuízo financeiro para o consumidor, que recebe um botijão com menos gás do que o esperado, existe o risco de explosão devido à manipulação inadequada dos botijões. Um proprietário de distribuidora de gás alertou sobre a prática ilegal de reduzir o peso do gás e a manipulação da válvula, aumentando o risco de vazamento. Para evitar problemas, o consumidor deve verificar se o entregador está uniformizado, se o veículo possui autorização de venda da ANP e conferir o peso do botijão, que deve corresponder aos 13 kg de gás mais o peso da embalagem. Denúncias podem ser feitas pelo telefone 0800 9702 677 (ANP).



