Defesa Civil mantém seis casas interditadas por conta de danos estruturais provocados pelas chamas
Após uma explosão em uma fábrica de produtos químicos em Certãozinho na sexta-feira, seis casas permanecem interditadas, e três pessoas seguem internadas no Hospital das Clínicas.
Situação das Casas Interditadas
De acordo com a Defesa Civil de Certãozinho, seis imóveis foram interditados, afetando 19 moradores que precisaram ser realocados. A avaliação das casas apontou riscos estruturais significativos, como muros comprometidos e pisos instáveis, colocando em perigo a vida dos moradores. Maria, uma das moradoras afetadas, aguarda em um hotel a liberação para retornar à sua casa, que precisa de reparos antes de ser considerada segura.
Impacto da Explosão e Atendimento Médico
O incêndio, que se acredita ter começado em um caminhão que transportava substâncias químicas como clorito de sódio, causou uma série de explosões. O Corpo de Bombeiros trabalhou por sete horas no local, tomando precauções para evitar novas reações químicas. Cerca de 30 pessoas buscaram atendimento médico, a maioria por inalação de fumaça tóxica, mas seis apresentaram queimaduras, incluindo quatro irmãos com idades entre dois e dez anos. A casa desta família teve o muro destruído e boa parte dos móveis danificados.
Investigação e Próximos Passos
A perícia da Polícia Civil investiga as causas do incêndio, enquanto a CETESB e a Defesa Civil trabalham na avaliação dos danos e na segurança da área. As ruas próximas à fábrica foram lavadas, e areia foi espalhada para absorver produtos químicos. A Inovia Indústria e Comércio de Produtos Químicos, responsável pela fábrica, afirma estar colaborando com as investigações e prestando assistência aos funcionários e moradores afetados. A expectativa é que os resultados da perícia da Polícia Civil sejam divulgados em até 30 dias, esclarecendo as causas da explosão e seus impactos na comunidade.



