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Três postos de combustíveis são fechados em operação contra suspeita de sonegação

Dois estabelecimentos de Ribeirão Preto e um de Franca foram lacrados durante investigação sobre possível sonegação de impostos e lavagem de dinheiro
postos
Reprodução EPTV

Dois postos de combustíveis de Ribeirão Preto e um de Franca foram fechados durante uma operação da Secretaria Estadual da Fazenda e do Planejamento. As bombas foram lacradas e fiscais recolheram documentos e maquininhas de cartão dos estabelecimentos.

A operação foi realizada após uma denúncia da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A investigação apura um possível esquema de sonegação de impostos e lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado.

Operação fiscal

Segundo a investigação, os três estabelecimentos pertencem a Pedro Furtado Golveia Neto, que já havia sido citado na Operação Carbono Oculto, realizada no ano passado pelo Gaeco e pela Polícia Federal.

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De acordo com os investigadores, Pedro Furtado teria ligações com Mohamed Morad, apontado como um dos principais suspeitos de comandar um esquema de lavagem de dinheiro do PCC. Morad está foragido. A suspeita é de que os postos tenham sido usados para esconder parte dessas movimentações financeiras.

Em Franca, os fiscais permaneceram cerca de duas horas no estabelecimento. Além das maquininhas de cartão e documentos, todas as bombas foram lacradas, interrompendo o atendimento.

Maquininhas

Uma das formas investigadas envolve o uso de maquininhas de cartão. Segundo a suspeita, o cliente faria normalmente o pagamento pelo abastecimento, mas a venda não seria registrada corretamente no caixa do posto. Dessa forma, o faturamento declarado seria menor e, consequentemente, os impostos a pagar também.

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O advogado tributarista João Paulo Gular explicou que a sonegação fiscal pode ocorrer de diferentes maneiras e que a omissão de faturamento é uma das práticas mais comuns. Segundo ele, o uso de maquininhas em nome de terceiros pode caracterizar uma possível prática de sonegação.

A investigação apura ainda a possível sonegação de diferentes tributos, entre eles o imposto de renda da empresa, a contribuição social sobre o lucro e o ICMS.

Investigação

O posto de Franca funcionava havia cerca de um ano e tinha 15 funcionários. A gerente afirmou que não tinha conhecimento das possíveis irregularidades investigadas.

A defesa e o departamento jurídico da rede de postos não se manifestaram sobre a operação. A reportagem também tentou contato com os responsáveis pelos estabelecimentos de Ribeirão Preto, mas não recebeu retorno.

Agora, a investigação deve analisar os documentos e demais materiais recolhidos durante a operação para tentar esclarecer como o dinheiro era movimentado e se houve, de fato, sonegação de impostos e lavagem de dinheiro.

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