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Três réus da Operação Sevandija estão presos na Penitenciária de Tremembé

Wagner Rodrigues, Marco Antônio dos Santos e Sandro Rovani respondem por corrupção em esquemas contra os cofres de Ribeirão
Operação Sevandija
Wagner Rodrigues, Marco Antônio dos Santos e Sandro Rovani respondem por corrupção em esquemas contra os cofres de Ribeirão

Wagner Rodrigues, Marco Antônio dos Santos e Sandro Rovani respondem por corrupção em esquemas contra os cofres de Ribeirão

Em uma reviravolta na Operação Sevandija, Wagner Rodrigues, delator de um dos processos, encontra-se preso na Penitenciária de Tremenbé, no Vale do Paraíba. A coincidência reside no fato de que ele cumpre pena na mesma unidade prisional que Marco Antônio dos Santos, ex-secretário da administração de Ribeirão Preto, e Sandro Rovane, ex-advogado dos servidores, ambos delatados por Rodrigues no processo dos Honorários.

Prisão e Revogação da Delação

Rodrigues, ex-presidente do sindicato, foi preso pela Polícia Federal em São Paulo após a revogação de seu acordo de delação premiada. Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Rodrigues não teria relatado toda a verdade sobre o esquema de corrupção na prefeitura, omitindo detalhes cruciais sobre a quantia de propina recebida, seu destino e como foi movimentada. Inicialmente condenado a 11 anos de prisão em regime aberto por colaboração com a justiça, sua situação mudou drasticamente.

O Processo dos Honorários e as Acusações

O processo em questão, conhecido como “Processo dos Honorários”, envolve um suposto desvio de R$ 45 milhões dos cofres públicos de Ribeirão Preto, por meio de um acordo de 28%. Além de Rodrigues, outras figuras importantes foram condenadas, incluindo Darci Vera (18 anos e 9 meses de prisão), Maria Züeli Brande, André Haines e os já mencionados Marco Antônio dos Santos e Sandro Rovane. Todos negam participação no esquema de corrupção. Rodrigues também enfrenta acusações de lavagem de dinheiro, com o Ministério Público alegando movimentação de mais de R$ 2,5 milhões, denúncia ainda não acatada pela justiça.

Defesa e Questionamentos

A defesa de Wagner Rodrigues, representada por Daniel Rond, contesta a rescisão da delação, argumentando falta de direito ao contraditório, uma vez que a decisão do GAECO teria sido unilateral. Embora tenha compartilhado brevemente a mesma cela que Marco Antônio e Sandro, Rodrigues já foi transferido para outra unidade prisional. O caso permanece em desenvolvimento, com diversos pontos ainda sob investigação e questionamento judicial.

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