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Três suspeitos são presos por esquema clandestino de coleta de sangue de gatos em Monte Alto

Três suspeitos são presos por esquema clandestino de coleta de sangue de gatos em Monte Alto
coleta de sangue de gatos
Três suspeitos são presos por esquema clandestino de coleta de sangue de gatos em Monte Alto

Três suspeitos são presos por esquema clandestino de coleta de sangue de gatos em Monte Alto

Um esquema chocante de venda clandestina de sangue de gato foi descoberto em Monte Alto, após um anúncio online oferecer R$ 50 a tutores para a coleta dos animais. A situação culminou na prisão de três pessoas e no resgate de seis gatos em condições insalubres.

O Anúncio e a Descoberta

A investigação teve início após a divulgação de um anúncio nas redes sociais que prometia R$ 50 a tutores dispostos a submeter seus gatos à coleta de sangue. A oferta chamou a atenção e levou à denúncia que resultou na operação policial.

Flagrante e Prisões

Na noite de sábado, guardas municipais encontraram uma cena alarmante em uma residência na Rua Marciano de Vasconcelos Nogueira. Cinco pessoas estavam no local, algumas manuseando equipamentos veterinários para coletar sangue de gatos desacordados. Três indivíduos – Cleiton Fernando Torres, Sandra Regina de Oliveira e Angela Aparecida Alves Ribeiro – foram presos em flagrante, enquanto Everton Leite Silva e José Luiz de Lima foram liberados após prestar depoimento.

Detalhes da Operação Clandestina

Segundo o delegado Marcelo Lourenço dos Santos, a clínica clandestina operava sem nenhum critério sanitário ou veterinário, configurando crime de maus-tratos. A coleta era realizada em condições insalubres, sem a presença de um veterinário, e os animais eram submetidos a sofrimento e dor. Angela, proprietária da casa e dos gatos, alegou que permitiu a coleta para ajudar outros animais, sem receber pagamento. Já Cleiton, Everton e José afirmaram trabalhar como freelancers para uma clínica veterinária de São José do Rio Preto, recebendo entre R$ 100 e R$ 300 por procedimento.

Resgate e Investigação

Uma equipe de veterinários da prefeitura resgatou os gatos, e exames revelaram que uma fêmea estava infectada com o vírus da imunodeficiência felina (aids felina). A polícia civil investiga o caso para identificar outros envolvidos e o destino do sangue coletado. A defesa de Cleiton alega inocência e questiona a existência de uma lei que proíba bancos de sangue para animais, desde que a coleta seja feita com finalidade terapêutica e sem causar sofrimento aos animais.

O caso levanta sérias questões sobre a regulamentação e fiscalização da coleta de sangue animal, bem como a importância de garantir o bem-estar e a saúde dos animais envolvidos.

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