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Três vereadores de Serra Azul têm mandato cassado pelo TSE por fraude na cota de gênero

Com a decisão, todos os votos recebidos pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) foram anulados, o que afetou os parlamentares
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Com a decisão, todos os votos recebidos pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) foram anulados, o que afetou os parlamentares

Com a decisão, todos os votos recebidos pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) foram anulados, o que afetou os parlamentares

Em Serra Azul, seis dos nove vereadores eleitos em 2020 foram afastados de seus cargos devido a uma fraude eleitoral descoberta pela justiça. A decisão judicial anulou os votos recebidos pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) nas eleições de 2020, após denúncias de irregularidades na cota de gênero.

Fraude na Cota de Gênero

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontou que o PDT lançou candidaturas femininas falsas para cumprir a legislação que reserva 30% das vagas para mulheres. As candidatas fantasmas não receberam votos, não realizaram campanha e, em alguns casos, eram parentes próximos de candidatos homens do mesmo partido. Essa manobra para burlar a lei eleitoral resultou na anulação da eleição de vários vereadores do PDT.

Impactos e Reações

Além dos seis vereadores afastados na última decisão, outros três já haviam sido afastados em 2023 pelo mesmo motivo. A população de Serra Azul demonstra indignação com a situação, expressando a necessidade de maior ética na política. O advogado eleitoral Carlos Manela explicou que os envolvidos na fraude se tornam inelegíveis, impossibilitados de votar ou se candidatar em futuras eleições. O presidente da Amaribo, instituição que combate a corrupção, Jorge Sanchez, afirmou que o Ministério Público pode exigir a devolução dos recursos públicos gastos pelos vereadores afastados.

Desdobramentos e Silêncios

Entre os vereadores afastados, Evan Pereira Lima declarou desconhecer as irregularidades. Paulo César Batista e Wender da Silva Pereira não se manifestaram. O presidente da Câmara Municipal de Serra Azul, Luiz Antônio Faria, alegou não ter sido oficialmente notificado sobre os afastamentos e, por isso, preferiu não comentar. O caso expõe a fragilidade do sistema eleitoral e a importância da transparência e da punição aos envolvidos em fraudes eleitorais, garantindo o respeito à legislação e à vontade popular.

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