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‘Tribunal do crime’ de Guariba pode ter envolvimento com 18 julgamentos clandestinos

Anotações apreendidas pela Polícia Civil mostram que a organização mantinha atas com informações das 'reuniões'
julgamentos clandestinos
Anotações apreendidas pela Polícia Civil mostram que a organização mantinha atas com informações das 'reuniões'

Anotações apreendidas pela Polícia Civil mostram que a organização mantinha atas com informações das ‘reuniões’

Após uma série de denúncias, quatro suspeitos foram presos e denunciados à justiça por participarem de um "tribunal do crime" em Guariba. A investigação, conduzida pela polícia e Ministério Público, aponta que o grupo julgava e punia inimigos da comunidade, com um homem desaparecido e possivelmente assassinado após um julgamento clandestino.

Provas e Depoimentos

Depoimentos, mensagens de celular e provas documentais comprovam a existência do tribunal do crime. Uma das acusadas confessou seu envolvimento e detalhou o papel de cada participante nos julgamentos ilegais. Em mensagens de WhatsApp, ela relatou a uma amiga que levaria um caso a julgamento por esse grupo.

O Crime e os Acusados

O caso em questão envolve a morte de um homem em junho deste ano, acusado de abusar de sua enteada. Entre os presos está a mãe da menina, Karina Aparecida do Nascimento, acusada de encomendar o crime. Além dela, Jéssica Carolina de Souza, Igor Floriano Mariano Zanardi e Jorlando da Silva Laube também são acusados de organização criminosa, homicídio qualificado, cárcere privado, corrupção de menores e ocultação de cadáver. A pena para cada um pode chegar a 48 anos de prisão.

Preocupação das Autoridades

As autoridades temem que este seja apenas um dos vários casos de "tribunais do crime" na região. O promotor Hermes do Arte Moraes afirma que há provas suficientes para pelo menos mais um caso semelhante. A investigação prossegue, e a expectativa é de que os acusados sejam condenados pelos crimes cometidos. Nenhum advogado se apresentou para defender os quatro presos em Guariba.

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