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Tribunal do Júri condena a 16 anos de prisão acusados de matar vendedora em Franca

Pena foi definida nesta quinta-feira (29) para o atirador e o mandante do crime; Erika Cardoso devia dinheiro aos acusados
morte vendedora Franca
Pena foi definida nesta quinta-feira (29) para o atirador e o mandante do crime; Erika Cardoso devia dinheiro aos acusados

Pena foi definida nesta quinta-feira (29) para o atirador e o mandante do crime; Erika Cardoso devia dinheiro aos acusados

Dois homens foram condenados a penas de prisão pelo assassinato da vendedora Erika Cardoso, de 40 anos, em Franca. O crime ocorreu em abril de 2023, quando a vítima chegava em casa.

Condenação e detalhes do crime

Bruno Rafael de Souza, acusado de atirar em Erika, recebeu uma pena de 16 anos de prisão. Já o mandante do crime, Christopher (nome completo não divulgado), foi condenado a 15 anos. A acusação aponta que Erika devia dinheiro aos réus. Imagens de câmeras de segurança mostram um homem disfarçado de entregador invadindo a garagem da casa e atirando na vítima, que morreu no local com pelo menos sete tiros. Seu filho de 11 anos estava dormindo no momento do crime. Ambos os condenados, presos preventivamente desde junho de 2023, cumprirão suas penas em regime fechado. As defesas não foram localizadas para comentar sobre o caso.

Investigação e motivação

A investigação policial apontou que Bruno Rafael foi o executor do crime, confessando um dia após o ocorrido. Christopher, identificado como mandante, foi preso um mês depois. A polícia apurou que Erika vinha sofrendo ameaças por causa de empréstimos feitos com agiotas. A morte de Erika levou o Ministério Público de Franca a intensificar o acompanhamento de ocorrências relacionadas à agiotagem na região.

Contexto de agiotagem na região

A violência relacionada à agiotagem em Franca é um problema significativo. A operação Marialta, deflagrada em novembro de 2023, revelou uma quadrilha que movimentou cerca de R$ 19 milhões em três anos por meio de lavagem de dinheiro, utilizando contas bancárias em nomes de laranjas, além de ostentar uma vida de luxo com veículos e imóveis. Cinco pessoas foram presas em relação a esta quadrilha, que atuava com empréstimos a juros abusivos e ameaças violentas contra devedores.

O caso de Erika Cardoso destaca a gravidade da violência associada à agiotagem e a necessidade de ações efetivas para combater esse tipo de crime. A condenação dos acusados demonstra um avanço na investigação e no combate a essa prática criminosa.

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