De acordo com a direção do hospital, os procedimentos serão plenamente restabelcidos até segunda-feira (27)
O Tribunal Regional do Trabalho da 15ª região suspendeu a decisão que afastava 400 profissionais de saúde do Hospital de Amor, em Barretos, referência nacional no tratamento do câncer. Com isso, a instituição retomará os atendimentos de forma gradativa a partir desta quinta-feira, com a previsão de plena normalização até segunda-feira.
Suspensão e Impacto nos Atendimentos
A decisão judicial que determinava o afastamento dos profissionais, atendendo a um pedido do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Ribeirão Preto e Região (Cin-10), foi motivada pela morte de um enfermeiro por Covid-19. O sindicato alegava que profissionais em grupo de risco (gestantes, lactantes, maiores de 60 anos com hipertensão, pessoas com doenças renais, asma ou outras deficiências respiratórias crônicas) deveriam ser afastados. A suspensão dos atendimentos na segunda-feira afetou milhares de pacientes, com cerca de 2 mil consultas canceladas apenas naquele dia.
Decisão Judicial e Recursos Financeiros
O desembargador Orlando Amancio Taveira considerou que o afastamento irrestrito dos profissionais poderia comprometer o funcionamento do hospital e o acesso da população a serviços essenciais. Ele destacou a alta especialização e experiência desses profissionais. O Hospital de Amor, que enfrenta dificuldades financeiras devido à queda na arrecadação por conta da suspensão de eventos, alegou não ter condições de manter os salários dos funcionários afastados e os atendimentos. A estimativa de queda na arrecadação é de R$ 11 milhões.
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Retomada dos Atendimentos e Recurso do Sindicato
O Cin-10 informou que recorrerá da decisão. Apesar dos desafios financeiros e da perda de receita, a suspensão da liminar representa uma importante vitória para o Hospital de Amor e para os milhares de pacientes que dependem de seus serviços. A retomada gradativa dos atendimentos é uma boa notícia para a população e demonstra a importância da articulação entre os poderes para garantir o acesso à saúde.



