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Triplica o número de terrenos públicos ocupados por famílias carentes em Ribeirão

Dados são referentes aos últimos oito anos; atualmente, são 96 áreas ocupadas na cidade
ocupação de terrenos públicos
Dados são referentes aos últimos oito anos; atualmente, são 96 áreas ocupadas na cidade

Dados são referentes aos últimos oito anos; atualmente, são 96 áreas ocupadas na cidade

O número de terrenos públicos ocupados por famílias carentes em Ribeirão Preto triplicou nos últimos oito anos, chegando a 96 áreas invadidas.

Desespero em meio aos escombros

A dona de casa Jaciara Angelica Campos teve seu barraco parcialmente demolido na terça-feira, em uma ação de reintegração de posse no Jardim Progresso. Apesar da destruição, ela se recusa a deixar o local, onde vive com o marido e dois filhos, um de nove anos e um bebê de três meses. Jaciara reclama da falta de aviso prévio da prefeitura e de assistência após a demolição, relatando dificuldades básicas como tomar banho e cuidar dos filhos na casa de vizinhos. “Destruiu só a mim, destruiu um coração de família que eu não tenho aonde ficar”, desabafou.

Ação da prefeitura e a questão legal

O chefe da fiscalização geral, Antônio Carlos Muniz, afirma que a equipe visitou o local na semana anterior, orientando o casal sobre a ilegalidade da construção. Muniz alega ter comunicado a sogra de Jaciara sobre a demolição no dia anterior à ação. Ele justifica a demolição apenas do barraco de Jaciara, alegando que a construção estava em fase inicial e que a lei de uso e ocupação do solo permite a derrubada de construções sem mandado judicial. Atualmente, Ribeirão Preto enfrenta o problema de 96 áreas públicas invadidas, muitas em locais de preservação permanente. A prefeitura afirma ter solicitado à justiça a reintegração de posse e que trabalha em soluções habitacionais para famílias de baixa renda.

Um futuro incerto

A situação de Jaciara e de outras famílias que ocupam terrenos públicos em Ribeirão Preto destaca a complexidade do problema da moradia na cidade. A prefeitura afirma buscar soluções habitacionais dignas, mas a falta de comunicação e a demolição abrupta de moradias geram indignação e insegurança para aqueles que buscam um lugar para viver.

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