O início de um novo ano costuma ser marcado por organização da rotina, revisão de metas e ajustes na vida pessoal. Mas um hábito essencial ainda passa despercebido por muita gente: a segurança digital, especialmente a troca periódica de senhas.
Com a rotina cada vez mais conectada, senhas funcionam como verdadeiras chaves de acesso a bancos, redes sociais, e-mails, serviços de streaming e plataformas de trabalho. Segundo especialistas, manter senhas fracas ou repetidas facilita a ação de criminosos virtuais.
Em entrevista à CBN Ribeirão Preto, o diretor de operações da Run Talent, Gilberto Reis, explicou que a troca de senhas deve fazer parte de uma “faxina digital” anual. Um levantamento recente analisou mais de 19 bilhões de senhas vazadas e mostrou que apenas 6% eram realmente únicas. Além disso, combinações simples, como sequências numéricas ou padrões de teclado, aparecem em milhões de acessos comprometidos.
A recomendação varia conforme o tipo de serviço. Para contas comuns, como redes sociais e e-mail pessoal, a troca a cada seis meses é considerada adequada. Já serviços mais sensíveis, como bancos e acessos corporativos, exigem um intervalo menor, de cerca de três meses, especialmente quando não há autenticação em dois fatores.



