Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marisa Fernandes
Um trote universitário em Bebedouro, interior de São Paulo, terminou em confronto com a polícia militar, resultando em estudantes feridos e uma investigação em andamento. O incidente ocorreu no primeiro dia de aula da Unifafi, quando centenas de alunos foram às ruas para participar da tradicional recepção aos calouros.
O Confronto e a Reação da Polícia
Segundo relatos e vídeos que circulam na internet, o que era para ser uma celebração se transformou em tumulto. Por volta das 21h, a polícia militar chegou ao local e utilizou bombas de efeito moral e balas de borracha para dispersar a multidão. Alguns estudantes reagiram, intensificando o confronto. O Capitão Flávio Mira Darbo justificou a ação policial, alegando que vizinhos reclamaram da desordem e que alguns indivíduos começaram a atirar garrafas contra os policiais. Ele defendeu a atuação da PM, afirmando que evitaram algo pior.
Feridos e Testemunhos
Vários estudantes ficaram feridos durante a confusão. Roberta Basse, por exemplo, foi atingida por uma bala de borracha na perna enquanto estava em uma lanchonete. Ela relatou que a polícia chegou atirando sem que houvesse provocadoção. Outros alunos alegam que foram impedidos de retornar à faculdade por seguranças, seguindo ordens da diretoria que proibia a entrada de pessoas com roupas rasgadas. Um estudante de 17 anos relatou ter sido forçado a consumir álcool e ter suas roupas rasgadas por veteranos.
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Investigação e Posição da Unifafib
O caso está sendo investigado pela delegacia seccional, sob a responsabilidade do delegado José Eduardo Vasconcelos. A PM também registrou boletim de ocorrência por desobediência, desacato e perturbação do sossego. A Unifafib informou que não se responsabiliza por eventos realizados fora de suas dependências, mas prestou auxílio nos primeiros socorros aos estudantes feridos. Paralelamente, um caso de intimidação a uma estudante que publicou vídeos de uma gincana sensual em uma escola de Serra Azul também está sendo apurado, com o Conselho Tutelar encaminhando o caso ao Ministério Público.
As autoridades buscam esclarecer os fatos e determinar as responsabilidades pelos incidentes ocorridos durante o trote, enquanto a comunidade acadêmica debate os limites da tradição e a segurança dos estudantes.



