Ouça a coluna ‘CBN Sustentabilidade’, com Carlos Alencastre
A COP22, realizada em Marrakesh, sucedeu a histórica COP21 em Paris, onde 97 países assinaram um acordo para limitar o aumento da temperatura global até o final do século. Apesar da entrada em vigor do tratado em 4 de novembro, a posição do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, ameaça o acordo.
Trump e a nomeação de Mario Ebbel
A nomeação de Mario Ebbel, do Competitive Enterprise Institute (financiado pela indústria do carvão americana), como líder ambiental do governo Trump, preocupa ambientalistas. Ebbel é conhecido por sua posição contrária aos acordos climáticos internacionais, incluindo o Protocolo de Kyoto e o Acordo de Paris.
Consequências da posição de Trump
A postura de Trump, que considera as mudanças climáticas uma invenção chinesa, representa um retrocesso significativo. Ele se opõe aos esforços globais para reduzir as emissões de gases do efeito estufa, ameaçando os progressos alcançados na COP21 e COP22. A retirada dos EUA do acordo pode levar a um aumento da temperatura média mundial entre 2 e 5,4 graus Celsius até o final do século, com consequências devastadoras para o meio ambiente e para os países mais vulneráveis.
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Prejuízos e desafios futuros
A falta de apoio americano compromete os esforços globais para combater as mudanças climáticas. Os atuais níveis de emissão de gases do efeito estufa já afetam 82% da vida na Terra. A posição de Trump representa um enorme revés, comprometendo os avanços conquistados e colocando em risco o futuro do planeta. Os esforços internacionais, até o momento, ainda são insuficientes para enfrentar os desafios impostos pelo aquecimento global.



