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TSE cria observatório para garantir os direitos das mulheres nas eleições

Mulheres são maioria entre os eleitores, mas ainda têm pouca participação nos cargos eletivos
TSE cria observatório para garantir
Mulheres são maioria entre os eleitores, mas ainda têm pouca participação nos cargos eletivos

Mulheres são maioria entre os eleitores, mas ainda têm pouca participação nos cargos eletivos

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou a criação do Observatório de Direitos Políticos Fundamentais da Mulher, TSE cria observatório para garantir os direitos das mulheres nas eleições, iniciativa que visa acompanhar e promover a representatividade feminina na política brasileira. A decisão foi tomada pela presidente do TSE, ministra Carmen Lúcia, que destacou a importância de ampliar a participação das mulheres nos cargos eletivos.

“Embora as mulheres representem 52% do eleitorado, elas continuam em minoria nos cargos políticos, e a perspectiva de mudança ainda é limitada”, afirmou a ministra Carmen Lúcia.

Representatividade feminina nas eleições

Dados do estado de São Paulo ilustram o cenário nacional da participação feminina nas eleições. Mais de 26 mil mulheres concorrem a cargos eletivos no estado, o que corresponde a 34% do total de candidaturas para prefeito, vice-prefeito e vereadores. Os homens representam 66% das candidaturas, mantendo a predominância masculina observada em todo o país.

Na disputa pelo comando das prefeituras, a presença feminina é ainda menor. São apenas 304 candidatas a prefeita em São Paulo, o que representa 14,5% do total de candidaturas para esse cargo, índice inferior à média nacional. Para o ano eleitoral de 2024, as mulheres correspondem a 15% das candidaturas para a chefia dos municípios.

Violência contra mulheres na política: Outro foco do observatório é o combate à violência contra as mulheres que atuam na política. A presidente do TSE ressaltou que a violência contra a mulher não pode ser tolerada em nenhum ambiente, seja doméstico, profissional ou durante a disputa eleitoral.

“Se a violência contra a mulher não é aceitável em casa nem no ambiente de trabalho, também não pode acontecer na disputa eleitoral”, enfatizou Carmen Lúcia.

Composição e objetivos do observatório: Além da equipe técnica do TSE, o observatório contará com a participação de convidados externos, entre eles a empresária Luiza Helena Trajano e o escritor Ailton Krenak. O grupo terá a missão de monitorar a participação feminina na política, identificar obstáculos e propor medidas para ampliar a representatividade das mulheres nos espaços de poder.

O observatório pretende ainda atuar na prevenção e no enfrentamento da violência política de gênero, promovendo campanhas de conscientização e apoiando candidatas e políticas que enfrentam esse tipo de agressão.

Entenda melhor

A criação do Observatório de Direitos Políticos Fundamentais da Mulher pelo TSE insere-se em um contexto de esforços para reduzir a desigualdade de gênero na política brasileira. Apesar das mulheres serem maioria do eleitorado, sua presença em cargos eletivos permanece significativamente inferior à dos homens. A iniciativa busca promover a igualdade de oportunidades e combater a violência política de gênero, fatores que dificultam a participação feminina.

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