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TSE proíbe o uso de ‘deepfake’ e determina que uso de IA deve ser indicado nas campanhas

No 'Conexão CBN', Thiago Fernandes explica quais são as novas regras para uso de inteligência artificial no período de eleições
TSE proíbe o uso de deepfake
No 'Conexão CBN', Thiago Fernandes explica quais são as novas regras para uso de inteligência artificial no período de eleições

No ‘Conexão CBN’, Thiago Fernandes explica quais são as novas regras para uso de inteligência artificial no período de eleições

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou restrições ao uso de ferramentas de inteligência artificial nas campanhas para as eleições municipais de 2024, que escolherão prefeitos e vereadores. A medida surge em um momento de ampla difusão dessas tecnologias, impulsionadas por produtos como o ChatGPT e outras soluções de empresas de tecnologia.

Decisão do TSE

Segundo o tribunal, fica proibida a utilização de recursos de inteligência artificial que possam influenciar a comunicação eleitoral durante o período de campanha. A motivação declarada é frear a circulação de conteúdos falseados e preservar a lisura do processo democrático, diante de um cenário em que ainda não há regulamentação específica sobre o tema. Candidatos que descumprirem a norma podem ficar sujeitos a sanções previstas pela legislação eleitoral.

O que está proibido na prática

Na prática, a medida veta, entre outros recursos, o uso de chatbots automatizados para atendimento de eleitores, respostas automáticas via aplicativos de mensagens e ferramentas similares adotadas por agências de marketing. Também está proibida a produção de avatares e rostos sintéticos, bem como a criação de áudios e vídeos gerados por inteligência artificial — formatos frequentemente associados a deepfakes e à disseminação de desinformação.

Riscos e necessidade de regulamentação

A decisão do TSE reflete preocupação com o potencial da IA para amplificar notícias falsas e manipular a opinião pública. Especialistas apontam que, sem regras claras, essas tecnologias podem ser usadas tanto para otimizar trabalhos repetitivos e legítimos quanto para gerar conteúdos fraudulentos com impacto direto nas urnas. A medida serve também como alerta para empresas que desenvolvem e empregam IA: é preciso promover usos responsáveis e transparente das ferramentas, além de avançar no debate regulatório antes das próximas eleições de maior abrangência nacional.

Ao limitar temporariamente o uso de determinadas aplicações de inteligência artificial no período eleitoral, o tribunal busca criar um ambiente mais controlado para o debate público, enquanto legisladores, partidos e empresas se mobilizam para definir normas mais duradouras sobre a tecnologia.

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