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Tutor entra com ação em nome de seu pet para conseguir que o cãozinho circule pelas áreas comuns do prédio

Quem explica essa história é Marcio Spimpolo na coluna 'Condomínio Legal'
cão em condomínio
Quem explica essa história é Marcio Spimpolo na coluna 'Condomínio Legal'

Quem explica essa história é Marcio Spimpolo na coluna ‘Condomínio Legal’

Um caso inusitado ganhou destaque recentemente: um processo judicial foi aberto em nome de um cão da raça Basset, chamado Chaplin, para que ele pudesse circular livremente pelo condomínio onde vive, sem precisar ser carregado no colo.

O processo judicial em nome de um animal

A ação judicial em nome do cão Chaplin gerou curiosidade e debate. Embora inusitado, o caso destaca a questão dos direitos animais e a interpretação legal sobre a possibilidade de animais figurarem em processos judiciais. O Tribunal de Justiça da Paraíba já decidiu que animais não possuem capacidade jurídica para serem autores ou réus em processos. Apesar da senciência animal ser reconhecida, a legislação ainda não permite ações em nome deles. A juíza responsável pelo caso de Chaplin solicitou que os tutores refaçam o pedido em seu próprio nome.

Regimento interno e razoabilidade condominial

O condomínio, por sua vez, alegou estar cumprindo seu regimento interno, que limita a circulação de animais nas áreas comuns. A questão levanta a importância da clareza e razoabilidade das regras condominiais. Um regimento interno, desde que constitucional, deve ser respeitado por todos os condôminos. No entanto, regras que demonstram falta de razoabilidade, como a proibição de cães de grande porte sem alternativas viáveis, podem ser questionadas judicialmente. No caso de Chaplin, seu peso considerável tornava difícil carregá-lo no colo, especialmente para idosos.

Soluções e perspectivas

Para situações como a de Chaplin, a solução mais adequada seria a revisão do regimento interno do condomínio, buscando maior flexibilidade e considerando as necessidades dos moradores e seus animais de estimação. A utilização de carrinhos para cães de grande porte também pode ser uma alternativa prática. O diálogo e a busca pelo bom senso entre condôminos e síndicos são fundamentais para a resolução de conflitos e a criação de um ambiente de convivência harmonioso. A adaptação das regras condominiais às novas realidades e à crescente conscientização sobre os direitos animais é essencial para garantir a inclusão e o bem-estar de todos.

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