Especial Mês das Mães: Estudo aponta que os humanos que tutelam animais produzem os mesmo hormônios do que pais que têm um bebê
A série Maternidade Fora da Curva chega ao fim com uma discussão polêmica: as mães de pets também merecem o título de mãe? A ciência aponta que os hormônios liberados na relação com animais de estimação são semelhantes aos produzidos na relação com bebês humanos, incluindo a ocitocina, o hormônio do vínculo afetivo.
O Amor Incondicional de Mães de Pets
Natália Camargo, mãe de diversos animais resgatados, compartilha sua experiência. Para ela, ser mãe de pet é sinônimo de amor, resgate, cuidado e transformação. A relação é recíproca: os animais transformam a vida das tutoras tanto quanto elas transformam a vida dos animais. Natália afirma ter feito e faria tudo pelos seus animais, demonstrando um amor incondicional semelhante ao de mães de crianças.
A Maternidade como Função
A psicóloga e psicanalista Caroline Rangel propõe uma reflexão sobre o conceito de maternidade. Em vez de defini-la apenas como o ato de dar à luz, ela a enxerga como uma função construída na relação com o outro. No caso dos pets, essa construção amorosa é evidente, e a decisão de se considerar mãe de um animal é uma escolha individual e respeitável. Não cabe julgamento, pois o importante é o amor e o cuidado demonstrados.
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A Pressão Social e a Escolha Pessoal
Natália Camargo também aborda a pressão social sobre as mulheres para se casarem e terem filhos. Ela optou por não ter filhos biológicos, priorizando sua carreira e viagens. Para Caroline Rangel, a decisão de ter ou não filhos é uma escolha pessoal, e não existe uma resposta certa. O desejo individual deve ser o guia, e a vida é uma constante aposta, seja com filhos biológicos, pets ou sem nenhum.
Em resumo, a discussão sobre mães de pets evidencia a diversidade de formas de amar e construir laços familiares. O amor incondicional e o cuidado dedicado aos animais demonstram uma maternidade autêntica e válida, independente de padrões sociais pré-estabelecidos. O importante é respeitar as escolhas individuais e celebrar o afeto em todas as suas formas.



