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UFSCar descobre animal que viveu há 140 milhões de anos

Mamífero foi batizado pelos pesquisadores como Araco Araich Nium Leonardi
animal pré-histórico
Mamífero foi batizado pelos pesquisadores como Araco Araich Nium Leonardi

Mamífero foi batizado pelos pesquisadores como Araco Araich Nium Leonardi

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) fizeram uma descoberta surpreendente: um mamífero que viveu há 140 milhões de anos, durante o período Cretáceo. Batizado de Araquaraikinium leonard, em homenagem à cidade de Araraquara, onde os fósseis foram encontrados, o animal é o maior mamífero já registrado para a época dos dinossauros em um ambiente desértico que cobria parte da América do Sul e da África.

Um Gigante na Era dos Dinossauros

Com tamanho estimado de um cachorro de porte médio, o Araquaraikinium leonard conviveu com os dinossauros, apesar de ser uma espécie rara. De acordo com o pesquisador Pedro Vitorbouki, a competição com os dinossauros limitou o tamanho das populações de mamíferos da época. Apesar do tamanho relativamente grande para um mamífero do período, ele era considerado um animal de porte pequeno comparado aos dinossauros.

Adaptação a um Ambiente Desértico

O paleontólogo Marcelo Fernandes, da UFSCar, destaca o tamanho do Araquaraikinium leonard como algo excepcional para um ambiente desértico. A maioria dos mamíferos em desertos atuais são pequenos, e a pressão predatória exercida pelos dinossauros carnívoros provavelmente contribuiu para a minúcia da fauna de mamíferos na era Mesozoica. A descoberta lança luz sobre a adaptação de mamíferos a ambientes áridos durante a era dos dinossauros.

Novas Descobertas

A descoberta do Araquaraikinium leonard representa um marco importante para a paleontologia brasileira, abrindo portas para novas pesquisas. Os pesquisadores da UFSCar já encontraram outro mamífero da mesma época na região, porém de porte menor. Há muito a ser explorado ainda na região, incluindo a análise de invertebrados e outras espécies de dinossauros. As futuras descobertas prometem enriquecer ainda mais o conhecimento sobre a vida no período Cretáceo.

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