Empresário de Campinas Joaquim Geraldo Pereira da Silva foi liberado após prestar depoimento na Polícia Civil
Joaquim Geraldo Pereira da Silva, empresário de Campinas e o último dos presos na segunda fase da Operação Alba Branca, foi solto após prestar depoimento à Polícia Civil em Bebedouro. Ele era acusado de envolvimento em um esquema de fraude em licitações da merenda escolar, em colaboração com a Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar).
Acusações e Negações
Silva foi apontado como responsável por falsificar notas fiscais usadas por lobistas para justificar o pagamento de propina. No entanto, o empresário nega veementemente as acusações. Em interceptações telefônicas, ele foi indicado por lobistas como emissor de notas fiscais falsas para recuperar R$ 95 mil apreendidos com um dos investigados. Silva, porém, alega que, embora possa ter havido pedidos, ele nunca emitiu notas frias.
Outras Solturas e Implicações
Além de Silva, outros envolvidos foram soltos nesta semana, incluindo o presidente da União dos Vereadores do Estado de São Paulo, Sebastião Misiara, e seus sobrinhos, Emerson Girarde e Aloíso Girarde Cardoso. Marcel Júlio, apontado como um dos principais operadores do esquema, também foi solto. Luiz Carlos da Silva Santos e Carlos Eduardo da Silva já haviam sido soltos após um acordo de delação premiada.
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Investigações em Andamento
Segundo a defesa de Joaquim Geraldo Pereira da Silva, ele negou todas as acusações em depoimento à polícia. O promotor de justiça Leonardo Romanelli afirmou que algumas alegações reforçaram a existência de fraudes e implicaram novos nomes de autoridades públicas. A Polícia Civil de Bebedouro se reuniu com a imprensa para discutir os desdobramentos da Operação Alba Branca.
Santa Rosa de Viterbo Apura Suspeitas
O prefeito de Santa Rosa de Viterbo abriu uma sindicância para apurar as suspeitas de fraude na merenda escolar e apresentou documentos que mostram que não houve superfaturamento na compra do suco de laranja. A prefeitura pagou R$ 10,50 no litro de suco concentrado, que rendia 10 litros de suco diluído, resultando em um custo de R$ 1,05 por litro. Uma funcionária da prefeitura, Denise Martinelli Bordinhom, foi mencionada em escutas telefônicas, mas nega qualquer irregularidade. A prefeitura adiou os trabalhos da sindicância até o final de maio e não pretende afastar nenhum funcionário.
As investigações seguem em andamento, com o objetivo de esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos.



