Médico oncologista Diocésio Andrade alerta sobre os riscos do ‘vape’ na coluna ‘CBN Saúde e Bem-Estar’
Neste Dia Nacional de Combate ao Fumo, é crucial relembrar os graves danos causados pelo tabagismo. Responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão no mundo, o fumo aumenta em 20 vezes a chance de desenvolver a doença. A discussão se estende ao uso de cigarros eletrônicos, especialmente entre os jovens.
O Perigo dos Cigarros Eletrônicos
Um relatório do Ministério da Saúde revelou que, em 2022, um em cada cinco jovens entre 18 e 24 anos utilizava cigarro eletrônico no Brasil. Apesar de muitas vezes serem comercializados com aromas atrativos, esses dispositivos, conhecidos como vapes, contêm substâncias químicas nocivas à saúde, tão prejudiciais quanto o cigarro comum. O Dr. Diossésio Andrade, médico oncologista, alerta para o perigo dessa nova epidemia do tabagismo.
Consequências para a Saúde
O uso de cigarros eletrônicos e convencionais está associado a um risco aumentado de câncer de pulmão, garganta, bexiga e outros tumores de cabeça e pescoço. A comercialização ilegal desses dispositivos agrava o problema, tornando o acesso ainda mais fácil, principalmente para os jovens. De acordo com o Dr. Andrade, o aumento no consumo de vapes pode levar a uma explosão de casos de câncer de pulmão nas próximas décadas.
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Prevenção e Tratamento
Embora os danos causados pelo tabagismo sejam significativos, a recuperação da saúde é possível após a interrupção do hábito. O Dr. Andrade destaca a importância do acompanhamento médico e psicológico para o abandono do fumo, incluindo o uso de medicamentos como adesivos de nicotina e, em alguns casos, antidepressivos. O SUS oferece suporte multiprofissional para auxiliar nesse processo, que requer persistência e força de vontade. A prevenção, por meio de campanhas educativas e o combate à venda ilegal de cigarros eletrônicos, são fundamentais para proteger a saúde da população.



