Apesar do número ser alto, média nacional é duas vezes maior
Uma em cada cinco crianças brasileiras nasce de mãe adolescente, segundo dados preliminares do DataSUS. Em Ribeirão Preto, apesar da situação ser melhor que a média nacional (10% em 2016 contra 20%), ainda há espaço para melhorias.
Ações de Saúde em Ribeirão Preto
A médica e coordenadora do Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher em Ribeirão Preto, Susy Vulpato Fábio, explica que, em 10 anos, houve redução no número de adolescentes grávidas na cidade. Ações como grupos de orientação sobre contracepção, capacitação de profissionais e oferta de métodos contraceptivos (pílula, implante, métodos de longa duração) são fundamentais. Apesar da diminuição, a médica ressalta a necessidade da continuidade dessas medidas.
Desafios para Redução de Gravidez na Adolescência
Para Susy Vulpato Fábio, o conhecimento (ou a falta dele) é um dos principais obstáculos para uma queda mais significativa nos números. A coordenadora destaca a importância da articulação entre diferentes setores, como saúde, educação e assistência social. A evasão escolar, mesmo entre meninas não grávidas, e a baixa escolaridade são fatores que contribuem para o aumento das gestações na adolescência. A simples disponibilização de métodos contraceptivos não é suficiente; são necessárias ações integradas para reduzir a gravidez na adolescência.
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Apesar dos desafios, houve progresso. Entre 2006 e 2016, houve uma redução de quase 5% no percentual de mães adolescentes em Ribeirão Preto, representando uma diminuição de 25% a 26% em 10 anos. As unidades básicas de saúde da cidade contam com profissionais capacitados e oferecem métodos contraceptivos. Dados preliminares de 2017 indicam a manutenção da média de 10% de bebês nascidos de mães adolescentes em Ribeirão Preto.



