Estudo feito em Serrana comprovou a proteção do imunizante a longo prazo; Diretor do Hospital Estadual, Gostavo Volpe, explica
Um novo estudo realizado em Serrana (SP) revelou que mais de 95% das pessoas vacinadas com a CoronaVac durante o início da pandemia de Covid-19 apresentaram anticorpos contra a doença até um ano após a segunda dose. A pesquisa, parte do projeto Elsie realizado pelo Instituto Butantan, também indica que a aplicação da CoronaVac como reforço reativou e aumentou a proteção nesse grupo.
Metodologia da Pesquisa
O levantamento analisou uma subamostra de mais de 3.900 pessoas, selecionadas entre as mais de 27 mil vacinadas em Serrana. Foram coletadas amostras de sangue três a quatro meses após a vacinação, e posteriormente a cada três meses (4, 7, 9 e 12 meses). O objetivo era acompanhar a resposta imunológica de longo prazo e determinar a duração da proteção oferecida pela vacina.
Resultados e Implicações
O estudo demonstra que a proteção da CoronaVac se estendeu por um período considerável, contrariando expectativas iniciais. A pesquisa também confirmou a eficácia da CoronaVac como dose de reforço, aumentando os níveis de anticorpos e reforçando a proteção contra a doença. Os resultados são relevantes para a definição de estratégias de vacinação, principalmente em relação à necessidade de doses de reforço e ao uso da CoronaVac como terceira dose.
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A pesquisa reforça a importância da vacinação em massa e demonstra a capacidade do Brasil em conduzir estudos científicos de alta qualidade, contribuindo para o conhecimento global sobre a imunidade contra a Covid-19. A rapidez no desenvolvimento e na aplicação em larga escala da vacinação em Serrana, aliada aos resultados positivos de longo prazo, destaca a importância da ação rápida e eficiente da ciência no enfrentamento de pandemias.


