Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Rodrigo Prioli
Um ano após o desaparecimento e morte de Joaquim Pontes Marques, de apenas 3 anos, o caso continua a gerar debates e incertezas. O menino foi encontrado sem vida no Rio Pardo, próximo a Barretos, cinco dias após sumir da casa da família em 5 de novembro de 2013. As atenções se voltam para a participação da mãe, Natália Mingoni Ponte, e do padrasto, Guilherme Longo, no trágico evento.
O Principal Suspeito e a Posição da Mãe
Guilherme Longo é apontado como o principal suspeito de causar a morte de Joaquim e ocultar seu corpo. Preso desde 10 de novembro na Penitenciária 2 de Tremembé, ele aguarda julgamento. Natália chegou a ser detida, mas responde ao processo em liberdade desde janeiro. Arthur Paes Marques, pai de Joaquim, expressou à Rádio CBN sua crença na justiça e na participação de Natália no crime. Ele questiona como seria possível Guilherme aplicar sozinho as doses de insulina que levaram à morte do filho, alegando que a mãe deve ter tido participação.
A Perspectiva da Acusação e da Defesa
Alexandre Durante, advogado de Arthur e assistente de acusação, acredita que Guilherme e Natália em breve serão ouvidos pela justiça, após a conclusão dos depoimentos das testemunhas restantes. A defesa, por sua vez, argumenta a inocência de Natália. Natanael Célo Branco, advogado de Natália Ponte, afirma que sua cliente sempre foi uma mãe zelosa e acredita que o Ministério Público reconsiderará sua posição após os depoimentos. Marcos Túlio Nicolino, promotor do caso, sustenta que as provas colhidas durante a investigação são suficientes para condenar Guilherme Longo por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver, e Natália por omissão.
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Próximos Passos no Caso Joaquim
Com a desistência do Ministério Público em ouvir testemunhas não encontradas, e a possível desistência da defesa em relação às suas, o caso se encaminha para o interrogatório dos réus e, posteriormente, para as alegações finais. Antônio Carlos de Oliveira, advogado de Guilherme Longo, espera que a justiça aceite o pedido de liberdade para seu cliente e que, ao final do processo, Guilherme seja impronunciado por falta de provas de autoria.
O caso Joaquim segue em busca de respostas, enquanto a justiça avalia os depoimentos e as provas para determinar a responsabilidade dos envolvidos.



