Cientista político, Bruno Silva, faz uma analise dos primeiros seis primeiros meses do mês; acompanhe o ‘De Olho na Política’
O primeiro semestre da gestão municipal de Ribeirão Preto foi marcado por uma série de eventos e decisões políticas que chamaram atenção. A transição do governo, Um balanço político de Ribeirão no, iniciada antes da posse, foi um momento importante, com críticas às contas públicas e a nomeação de secretários e diretores para a nova administração.
Transição e nomeações: O processo de transição evidenciou divergências em relação à gestão anterior, com o novo prefeito buscando justificar suas prioridades e estabelecer sua equipe. Duas baixas recentes no secretariado também foram registradas.
Cancelamento da nova sede da prefeitura e obras públicas
Uma das primeiras ações polêmicas foi o cancelamento da construção da nova sede da prefeitura, orçada em R$ 7,5 milhões, considerada não prioritária pelo prefeito. Os recursos seriam redirecionados para outras áreas. Além disso, houve esforços para a reabertura parcial das ruas da região da Avenida 9 de Julho, com recursos próprios e apoio do governo estadual.
Leia também
Posição regional e comunicação pública: O prefeito Ricardo Silva foi eleito presidente do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Ribeirão Preto, ampliando sua influência política regional. Na comunicação pública, adotou uma estratégia baseada em vídeos nas redes sociais, buscando maior proximidade com a população, embora tenha gerado polêmicas.
Viagem oficial a Israel e interrupção: Em junho, uma viagem oficial do prefeito a Israel, com o objetivo de troca de experiências em gestão pública, foi interrompida devido à escalada do conflito no Oriente Médio. A comitiva retornou antecipadamente, enfrentando dificuldades para deixar a região.
Perspectivas para o segundo semestre
Para os próximos seis meses, destacam-se três pontos principais: a definição do posicionamento partidário do prefeito após a saída do PSD de Artur Nogueira; a continuidade e finalização das obras públicas; e a composição do secretariado, incluindo a relação com o Legislativo municipal, especialmente diante dos vetos emitidos pelo prefeito a projetos da Câmara. A saúde pública também permanece como um desafio constante para a administração.