Colunista Nicholas Bocchi fala da responsabilidade dos clubes em relação à saúde dos atletas; ouça a coluna ‘Good Game CBN’
A responsabilidade dos clubes de esportes eletrônicos com a saúde dos atletas tem sido foco de debates recentes, impulsionada por controversas envolvendo jogadores do Flamengo e Santos e-Sports.
Flamengo e-Sports e a Covid-19
Jogadores do Flamengo e-Sports participaram de partidas do CBLOL mesmo apresentando sintomas de Covid-19, como fortes dores de cabeça e dificuldades de fala. A situação gerou questionamentos sobre a decisão do clube em permitir a participação dos atletas, principalmente considerando que outros times adiaram jogos devido a casos de Covid-19 em seus elencos. A possibilidade de jogar de casa, devido ao formato online do CBLOL, levanta questionamentos sobre a responsabilidade do clube em garantir o afastamento adequado de atletas com sintomas.
Santos e-Sports e o Processo Judicial
Um jogador do Santos e-Sports entrou com um processo judicial contra o clube, alegando falta de suporte financeiro para o tratamento de uma doença de pele contraída no ambiente de trabalho. Esse caso destaca a obrigação legal dos clubes em fornecer tratamento médico adequado e seguro de saúde para seus atletas, protegendo-os de riscos à saúde durante o exercício de suas funções.
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Responsabilidade dos Clubes e o Home Office
A pandemia de Covid-19 trouxe à tona a questão do trabalho remoto e a responsabilidade dos clubes em garantir um ambiente de trabalho seguro, mesmo em home office. A lei determina que os clubes devem fornecer os equipamentos necessários para o atleta, incluindo mesa, cadeira confortável e computador adequado, considerando as longas horas de trabalho. Além disso, a responsabilidade inclui testagem e tratamento médico para quaisquer doenças, não apenas a Covid-19, e a contratação obrigatória de seguro de saúde e vida para os atletas.
Em resumo, os recentes acontecimentos reforçam a necessidade de os clubes de esportes eletrônicos priorizarem a saúde e o bem-estar de seus atletas, cumprindo suas obrigações legais e éticas, garantindo um ambiente de trabalho seguro e o acesso a tratamento médico adequado, independentemente do formato de trabalho (presencial ou remoto).



