O macho tem um azul reluzente, enquanto a fêmea tem um verde ‘vivo’; equipe do Terras da Gente traz os detalhes da ave
Neste episódio de Sons da Terra, conhecemos a Saiandurinha (Tersina viridis), uma ave brasileira de beleza exuberante e hábitos misteriosos.
Características da Saiandurinha
Com cerca de 15 centímetros, a Saiandurinha se assemelha a um pardal em tamanho. Macho e fêmea possuem colorações distintas, mas ambos são vibrantes. O macho exibe um azul intenso e vivo, enquanto a fêmea apresenta uma plumagem mais discreta. Uma característica marcante do macho é a máscara negra que cobre seus olhos e parte inferior do bico. A barriga branca e as listras pretas contrastantes na região abdominal também auxiliam na identificação.
Hábitos e Mistérios da Saiandurinha
Apesar de seu nome, a Saiandurinha não é uma andorinha. Pertence à família dos traupídeos, parenta próxima de saíras e saiazus, com os quais é frequentemente confundida. Um dos grandes mistérios que cercam essa ave é sua migração. Ainda não se sabe ao certo se realiza migrações regulares ou se seus movimentos são nômades, variando de acordo com a disponibilidade de recursos.
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Apesar da incerteza sobre seus padrões migratórios, a Saiandurinha é uma ave comum em áreas urbanas, frequentemente observada em cidades. Seu canto, embora não muito frequente, é um chamado agudo e forte, que se destaca mesmo em ambientes ruidosos. Sua alimentação é composta por frutos e insetos, capturados em voo. A ave atua como um importante dispersor de sementes, regurgitando-as após consumir a polpa dos frutos.
Curiosidades sobre a Saiandurinha
O nome popular “Saiandurinha” é objeto de debate. A hipótese mais provável relaciona-se ao fato de construir ninhos em buracos de barrancos, tal como as andorinhas. Outras denominações regionais incluem “sanhaço-do-barranco”, “saí-boca-de-sapo” e “sairão”. A observação da Saiandurinha pode ser uma experiência gratificante, revelando detalhes fascinantes de seu comportamento e beleza. Sua presença, muitas vezes despercebida no dia a dia, ressalta a riqueza da biodiversidade urbana brasileira.