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Um pavor imenso, afirma mulher sobre genro que a esfaqueou junto com a filha e a neta

Rosana Baldim Ramazini tentou evitar que o engenheiro civil Luís Fernando Silveira atacasse a ex-companheira e a filha do casal
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Rosana Baldim Ramazini tentou evitar que o engenheiro civil Luís Fernando Silveira atacasse a ex-companheira e a filha do casal

Rosana Baldim Ramazini tentou evitar que o engenheiro civil Luís Fernando Silveira atacasse a ex-companheira e a filha do casal

Uma mulher foi internada após ser esfaqueada pelo ex-marido em Franca, interior de São Paulo. O crime ocorreu em um condomínio na zona sul da cidade na segunda-feira. Imagens de segurança mostram o homem, Luiz Fernando Correia, entrando no prédio, onde tinha acesso livre por ser ex-morador. As imagens também mostram a chegada das vítimas juntas ao apartamento e, posteriormente, Luiz Fernando dentro do local. Testemunhas descrevem momentos de pânico e luta para conter o agressor.

A Luta pela Sobrevivência

Rosana Baldin, mãe de Amanda e avó de Aurora, relatou à reportagem o terror vivido durante a agressão. Ela descreve a sensação de impotência ao ver a filha sendo atacada, mas destaca a luta pela sobrevivência das três. Rosana e a neta também foram feridas, mas passam bem. A avó conta que protegeu a neta, colocando-a dentro do box do banheiro enquanto tentava conter o agressor.

Histórico de Violência e Consequências Jurídicas

Amanda já havia denunciado Luiz Fernando por violência doméstica. O casal, que se casou em 2021 e vivia junto desde 2017, tinha dois filhos: um de 7 anos e outro de 1 ano. Amanda está grávida de três meses. Luiz Fernando, de 32 anos e trabalhador em uma empresa do agronegócio, havia sido preso uma semana antes por furar os pneus do carro de Amanda. Apesar da medida protetiva imposta após sua liberação, ele desrespeitou a ordem judicial ao invadir o apartamento.

Crime e Legislação

A advogada Gabriela Rodrigues, diretora da OAB de Ribeirão Preto, explica que o feminicídio é um crime autônomo com pena maior, agravada por circunstâncias como o desrespeito à medida protetiva. A situação de vulnerabilidade da vítima (mulher grávida), a presença de crianças e o histórico de violência doméstica contribuem para o aumento da pena. O caso pode ir a júri popular, dependendo do andamento do processo. O advogado de Luiz Fernando disse que se pronunciará sobre o caso na quinta-feira.

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