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Um problema que tem alertado os especialistas em saúde: obesidade infantil

Sobre seus riscos, casos e prevenção, ouça o comentário do pediatra Ivan Savioli Ferraz na coluna 'Filhos e Cia'
obesidade infantil
Sobre seus riscos, casos e prevenção, ouça o comentário do pediatra Ivan Savioli Ferraz na coluna 'Filhos e Cia'

Sobre seus riscos, casos e prevenção, ouça o comentário do pediatra Ivan Savioli Ferraz na coluna ‘Filhos e Cia’

A obesidade infantil é um problema crescente que preocupa pediatras em todo o mundo. Segundo dados recentes, quase metade das crianças entre 5 e 9 anos apresenta excesso de peso no Brasil. A campanha Setembro Laranja, promovida pela Sociedade de Pediatria de São Paulo, busca conscientizar pais, mães e profissionais de saúde sobre os riscos dessa condição.

Riscos da Obesidade Infantil

A obesidade infantil não é apenas um problema estético. Crianças obesas têm maior probabilidade de desenvolver hipertensão arterial (até 30% dos casos), dislipidemia e diabetes mellitus tipo 2, que antes era raro em adolescentes e atrásra se tornou relativamente comum. Além disso, sofrem com consequências psicológicas, como bullying, e problemas como irregularidades menstruais (em meninas), distúrbios do sono (apneia obstrutiva do sono) e, a longo prazo, problemas renais. Essas doenças, presentes na infância e adolescência, podem causar prejuízos significativos na vida adulta, levando a uma mortalidade precoce.

Mudança de Hábitos e Tratamento

A abordagem da obesidade infantil requer uma mudança de hábitos, principalmente na família. A ideia de que “criança gordinha é criança saudável” está ultrapassada. É fundamental que toda a família se envolva no tratamento, adotando uma dieta equilibrada e praticando atividades físicas. Não há culpa em ter um filho obeso; a obesidade é uma doença que requer tratamento adequado e apoio. A atividade física, menos presente no cotidiano atual, também é crucial para combater o problema, pois o ambiente moderno exige menos esforço físico do que décadas atrás.

A obesidade infantil apresenta consequências a longo prazo. Crianças obesas têm maior probabilidade de se tornarem adolescentes e adultos obesos. Embora o mecanismo não seja exatamente o inchaço e desinchaço das células, a predisposição genética combinada com hábitos de vida pouco saudáveis aumenta significativamente o risco. O chamado “rebote de peso”, que ocorre naturalmente entre 4 e 6 anos, também é um fator importante a ser considerado. Uma criança que começa a ganhar peso antes desse período tem maior probabilidade de se tornar obesa na vida adulta. A conscientização e a ação conjunta da família e dos profissionais de saúde são essenciais para combater a obesidade infantil e garantir uma vida mais saudável para as crianças.

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