Sua empresa está preparada para fazer essa transição? Quem dá dicas é David Forli Inocente no ‘CBN Carreiras e Lideranças’
O planejamento sucessório é um tema fundamental para a continuidade e a sustentabilidade das empresas, Um processo que poucos se preocupam, mas que uma hora chega: a sucessão empresarial, especialmente as familiares, mas também cada vez mais relevante para empresas não familiares. Segundo especialistas, a ausência de um plano formal de sucessão pode comprometer a longevidade dos negócios, que enfrentam desafios crescentes em um mercado dinâmico e competitivo.
Importância do planejamento sucessório: O planejamento sucessório é essencial para organizar a transferência de cargos e responsabilidades dentro da empresa, garantindo a continuidade das operações e minimizando riscos para os acionistas e demais envolvidos. Em empresas familiares, o fundador geralmente detém grande parte do conhecimento, das conexões e da experiência que sustentam o negócio. Com o passar do tempo, a mudança de energia, disponibilidade e interesse pessoal do fundador pode afetar o desempenho da empresa, tornando o planejamento sucessório uma ferramenta indispensável para preparar a organização para o futuro.
Dados sobre a ausência de planejamento
Uma pesquisa recente da Evermont, divulgada em atrássto de 2024, apontou que 50% das empresas brasileiras ainda não possuem um planejamento sucessório formal. Esse percentual é semelhante ao registrado em 2018, quando 44% das empresas não tinham um plano definido. Esses números indicam que, apesar da importância reconhecida, muitas organizações ainda não adotaram práticas estruturadas para garantir a sucessão.
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Desafios nas empresas familiares: O desejo dos empresários brasileiros de manter o controle da empresa dentro da família é comum, mas a sucessão informal, sem planejamento, pode gerar conflitos e dificuldades na transição. O tema é delicado e muitas vezes evitado, pois envolve decisões sobre quem assumirá cargos-chave e como será feita a distribuição de responsabilidades. A resistência em discutir o assunto pode aumentar os problemas futuros, dificultando a continuidade do negócio.
Impactos da falta de planejamento: Estudos indicam que mais de 70% das empresas não resistem à passagem para a segunda geração devido à ausência de um planejamento sucessório adequado. A falta de preparo para mudanças, como a incorporação de novas tecnologias e a adaptação a um mercado em constante transformação, pode comprometer a competitividade da empresa. Além disso, a ausência de um plano claro pode gerar disputas internas e prejudicar a governança corporativa.
Entenda melhor
Para implementar um planejamento sucessório eficaz, é necessário mapear possíveis sucessores, capacitar essas pessoas, definir claramente os papéis e responsabilidades, e estabelecer políticas de governança que promovam o diálogo e a transparência. Consultorias especializadas e profissionais do direito podem auxiliar nesse processo, atuando como facilitadores e conciliadores para que a transição ocorra de forma natural e organizada.
O planejamento sucessório não é apenas uma medida preventiva, mas uma estratégia para fortalecer a empresa e garantir sua continuidade a longo prazo, beneficiando não só os fundadores e seus familiares, mas também colaboradores, clientes e o mercado em geral.