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Uma a cada cinco pessoas sofre com zumbido constante no ouvido

Pesquisadores da USP estão estudando o fenômeno para auxiliar o tratamento dos pacientes
zumbido no ouvido
Pesquisadores da USP estão estudando o fenômeno para auxiliar o tratamento dos pacientes

Pesquisadores da USP estão estudando o fenômeno para auxiliar o tratamento dos pacientes

Cerca de 28 milhões de brasileiros sofrem com o incômodo zumbido no ouvido, um barulho que surge do nada e persiste, afetando a qualidade de vida. A dona de casa Maria Matos descreve a experiência como um “zumbido fino e contínuo”, que a deixa sem saber o que fazer para aliviar o incômodo. Apesar de ser uma queixa comum, a ciência ainda busca entender completamente as causas desse problema.

A Busca pela Origem do Zumbido

A pesquisa científica sobre o zumbido ainda não desvendou completamente sua origem no cérebro. No entanto, sabe-se que estímulos externos podem influenciar seu surgimento e intensidade. Pesquisadores da USP de São Carlos identificaram uma região cerebral crucial para o entendimento e tratamento do problema: o córtex pré-frontal direito.

O Papel do Córtex Pré-Frontal Direito

De acordo com Alexandre Delben, responsável pela pesquisa, o córtex pré-frontal direito desempenha um papel fundamental na seleção da atenção auditiva. Ele explica que essa região cerebral “escolhe” em que sons vamos nos concentrar. Assim, a capacidade de focar a atenção em outros estímulos pode influenciar a percepção do zumbido. Se a atenção estiver voltada para outra atividade, o zumbido pode ser menos perceptível.

Novas Avenidas para o Tratamento

Essa descoberta abre caminho para tratamentos mais eficazes. Atualmente, os métodos incluem medicamentos e estímulos auditivos para mascarar o zumbido, mas estes podem causar perda auditiva a longo prazo. Ao focar no córtex pré-frontal direito, os tratamentos futuros poderão ser mais direcionados e menos prejudiciais, atingindo a região cerebral mais afetada pelo zumbido, melhorando a qualidade de vida dos pacientes. A pesquisa, realizada em parceria com o Instituto de Doenças Cognitivas do Irã, foi publicada em importantes revistas científicas.

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