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Uma brutalidade, destruiu uma família, diz marido de mulher morta por bala perdida em Ribeirão

Mãe de um dos jovens baleados na ação nega que ele tenha tentado assaltar o policial que efetuou os disparos
bala perdida
Mãe de um dos jovens baleados na ação nega que ele tenha tentado assaltar o policial que efetuou os disparos

Mãe de um dos jovens baleados na ação nega que ele tenha tentado assaltar o policial que efetuou os disparos

Júlia Ferraz, de 27 anos, morreu na madrugada de segunda-feira após ser atingida por um tiro na Avenida Independência, em Ribeirão Preto. Seu marido, Yure Felipe Silvério, quebrou o silêncio e levantou novas suspeitas sobre o policial militar envolvido.

Suspeitas sobre o Policial Militar

Segundo Yure, imagens após os disparos mostram o policial guardando a arma na cintura com a mão direita e saindo do local com um copo na mão esquerda. Ele questiona a ausência de teste de bafômetro e critica a soltura do policial, afirmando que vai cobrar punição severa. O policial militar Maicon de Oliveira Santos, de 35 anos, foi preso em flagrante, mas liberado na terça-feira após audiência de custódia, com medidas cautelares.

Outras Vítimas e Versões Contraditórias

Além de Júlia, outras duas pessoas foram atingidas: Gustavo Scandiusi, piloto da moto, que continua internado, e Arthur de Luca, que levou um tiro na perna. A mãe de Gustavo nega que tenha sido uma tentativa de assalto, alegando que houve uma briga de trânsito que se agravou. O policial afirma ter reagido a uma tentativa de assalto, mas não soube precisar se os jovens estavam armados. O advogado do policial alegou que um movimento do garupa da outra moto indicou que algo estava sendo retirado do bolso, levando-o a acreditar que poderia ser uma arma.

Investigações em Andamento

As investigações sobre o caso continuam, sem prazo definido para conclusão. A Secretaria de Segurança Pública não respondeu se o teste do bafômetro foi realizado, e o boletim de ocorrência não menciona o exame. A juíza Vanessa Aparecida Pereira Barbosa justificou a liberdade provisória do policial pela ausência de pedido de prisão por parte da Polícia Civil e do Ministério Público. A família de Júlia está devastada, com duas filhas pequenas sem a mãe. O ocorrido gerou comoção e indignação na cidade.

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