Jovens têm 11, 14 e 15 anos; eles foram abordados por uma equipe do Ministério Público do Trabalho em Santo Antônio da Alegria
Três crianças, sendo duas adolescentes e uma de 11 anos, foram resgatadas em uma propriedade rural em Santo Antônio da Alegria (SP) nesta quarta-feira. Elas eram vítimas de trabalho análogo à escravidão em uma colheita de café.
Resgate e condições de trabalho
A equipe da Auditoria Fiscal do Trabalho, em conjunto com o Grupo Especial de Combate ao Trabalho Escravo do Ministério Público, encontrou as crianças na plantação de café. Elas estavam expostas à radiação solar sem proteção adequada e utilizavam ferramentas perfurocortantes, práticas proibidas por lei. Os empregadores foram notificados e serão obrigados a pagar verbas trabalhistas às vítimas pelo período em que trabalharam em condições degradantes.
Operação e números
A operação, iniciada em 5 de junho, deve se estender até o dia seguinte. Além de Santo Antônio da Alegria, fazendas em Borborema, Pradópolis, e em Minas Gerais foram inspecionadas. Além das três crianças resgatadas, cinquenta pessoas foram encontradas trabalhando sem o devido registro em carteira.
Contraponto: geração de empregos em Sertãozinho
Em contraste com a situação de exploração infantil, a cidade de Sertãozinho (SP) registra um aumento significativo de vagas de trabalho formal, principalmente nas indústrias, que estão se recuperando dos impactos da pandemia. Cento e oitenta e uma vagas foram abertas no Posto de Atendimento ao Trabalhador, enquanto em outras cidades da região, como Ribeirão Preto (69 vagas) e Franca (62 vagas), o número também cresceu. A expansão de algumas empresas e a diversificação da indústria, incluindo setores como bioenergia, papel e celulose, contribuem para esse cenário. Apesar do aumento, a demanda por mão de obra qualificada permanece alta.
Apesar do cenário positivo em Sertãozinho, o resgate das crianças em Santo Antônio da Alegria destaca a persistência do trabalho análogo à escravidão no país, exigindo esforços contínuos de fiscalização e combate a essa prática criminosa. A busca por mão de obra qualificada em Sertãozinho demonstra a necessidade de investimentos em educação e formação profissional para suprir a demanda do mercado e evitar a exploração de trabalhadores vulneráveis.



