Relembre a trajetória da artista, que nos deixou na semana passada, no ‘CBN Mulher’ com Heloisa Zaruh
Uma trajetória de luta e voz
A morte de Elza Soares, na semana passada, deixou uma lacuna na música brasileira e no ativismo feminista. Cantora carioca, Elza teve uma vida marcada por desafios desde a infância na favela. Filha de lavadeira e operário, aos 13 anos, precisou trabalhar para sustentar a família, iniciando sua carreira artística na Rádio Tupi. Sua trajetória foi repleta de dificuldades: a falta de apoio familiar, a perda precoce de filhos e a viuvez aos 21 anos, com cinco filhos para criar.
A força da voz e a denúncia social
Apesar das adversidades, Elza nunca silenciou. Sua voz potente e inconfundível se tornou símbolo de resistência e luta. Em 2015, lançou o álbum “Mulher do Fim do Mundo”, abordando temas como violência doméstica, racismo e a importância da sororidade. Seu ativismo ia além da música, com posicionamentos públicos contra o machismo e incentivando o voto feminino. A música “Mulata Sanhada”, de Ataulfo Alves, interpretada por Elza, tornou-se um clássico que atravessou gerações.
Legado e memória
A força e a resiliência de Elza Soares serão lembradas para sempre. Seu legado transcende a música, inspirando mulheres a lutarem por seus direitos e a encontrarem sua voz. A produção de um documentário sobre sua vida e seu relacionamento com Mané Garrinche, a ser lançado no Globoplay, é uma prova da importância de sua história e do impacto que causou no Brasil. Sua trajetória, marcada por sofrimento e triunfo, nos deixa uma mensagem poderosa de superação e resistência.



