Furiosa chega aos cinemas como uma continuação que também funciona como reboot da franquia Mad Max, consolidando-se como um dos lançamentos mais aguardados do cinema de ação apocalíptico. Sob a direção de George Miller, o filme desloca o foco para a personagem-título, vivida por Anya Taylor-Joy, cuja presença se destacou no longa de 2015 ao lado de Charlize Theron.
Direção, legado e conexão com a saga
George Miller, criador da série desde o fim dos anos 1970, assume novamente a direção e reafirma sua pegada visual e narrativa. A franquia, marco do cinema de ação e vingança com ambientação pós-apocalíptica, ganhou novo vigor em 2015 com Mad Max: Estrada da Fúria, sucesso internacional que faturou seis Oscars em categorias técnicas. Em Furiosa, Miller retoma o universo da saga e opta por priorizar a origem de sua personagem homônima, relegando Max Rockatansky a um papel secundário.
Enredo e estrutura
Ambientado no Reino das Mães, o longa retrata a infância e juventude de Furiosa — o sequestro, a escravidão e a busca por vingança contra o responsável pela morte de sua mãe. A narrativa avança até se encontrar cronologicamente com o início de Estrada da Fúria. Dividido em dois atos, o filme dedica a primeira parte à formação da personagem e aos horrores a que é submetida; o segundo ato se transforma em uma sequência de ação intensa, incluindo ataques ao War Rig, que têm sido apontados como alguns dos momentos mais impactantes do filme.
Recepção e observações críticas
Críticos e público têm destacado a performance de Anya Taylor-Joy como ponto alto, elogiando a profundidade que ela imprime à protagonista. A interpretação do antagonista por Chris Hemsworth recebeu observações mistas — elogiada pela presença em cena, mas criticada por não alcançar a vilania esperada em alguns momentos. Outro aspecto ressaltado é a manutenção do estilo clássico da franquia: ação caótica, visuais marcantes e preferência por técnicas de filmagem tradicionais em detrimento do excesso de efeitos digitais.
Embora o ritmo mais lento do primeiro ato possa dividir opiniões — sobretudo entre espectadores que buscam apenas cenas explosivas —, a combinação de desenvolvimento de personagem e sequências de alta intensidade resulta em uma experiência cinematográfica pensada para salas grandes, onde a escala e a ambientação do filme são melhor apreciadas. Furiosa também reforça a tendência de aprofundar histórias de personagens coadjuvantes em franquias estabelecidas, oferecendo novas perspectivas ao universo Mad Max e alimentando a expectativa de que a saga mantenha sua relevância no cinema contemporâneo.



