Ouça a coluna ‘Saúde e Bem Estar’ com Giovana Escobal
Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, o número de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) aumentou significativamente. Atualmente, uma em cada 54 crianças é diagnosticada com TEA, um aumento de 10% em relação aos dados de 2014.
Possíveis Razões para o Aumento de Casos de TEA
Diversos fatores podem contribuir para esse aumento. A maior conscientização sobre o autismo, com ampla divulgação na mídia, leva a mais diagnósticos. Aprimoramento das ferramentas de avaliação diagnóstica e melhor formação profissional também facilitam a identificação de casos. Apesar de existirem conjecturas sobre fatores ambientais, como medicações e pesticidas, ainda não há dados científicos conclusivos.
Diagnóstico e Primeiros Sinais
Nos Estados Unidos, o diagnóstico frequentemente ocorre por volta dos 18 meses de idade, enquanto no Brasil, a média é de 3 anos. Entretanto, muitos diagnósticos tardios ainda acontecem no Brasil. Sinais em bebês podem incluir falta de contato visual durante a amamentação e estereotipias manuais. Em crianças maiores, dificuldades na interação social, linguagem, comunicação e comportamentos repetitivos são indicadores. Um diagnóstico precoce, preferencialmente até os 3 anos, é crucial para iniciar o tratamento adequado.
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Tratamento e Desenvolvimento Profissional
O TEA apresenta diversos graus de gravidade, impactando a necessidade de apoio em diferentes áreas. A Análise do Comportamento Aplicada (ABA) é o tratamento recomendado pela Organização Mundial da Saúde, comprovadamente eficaz. Uma equipe multidisciplinar, incluindo fonoaudiólogo, fisioterapeuta, pedagogo e psicólogo, trabalhando em conjunto com base na ABA, otimiza os resultados. A crescente procura por especialização na área é positiva, mas é crucial que os profissionais busquem formação de qualidade e ética, priorizando o bem-estar da criança e sua família.
A busca por diagnósticos e tratamentos precoces, aliada à atuação de profissionais qualificados e éticos, é fundamental para garantir o melhor desenvolvimento possível para crianças com TEA, minimizando os impactos e melhorando sua qualidade de vida.