Entenda como os cálculos são formados, a ligação com hábitos alimentares e como evitar complicações no ‘CBN Saúde e Bem-Estar’
Cálculos renais: um problema que atinge uma em cada dez pessoas, de acordo com dados recentes. Este artigo aborda as causas, sintomas e tratamentos para essa condição, com informações fornecidas pelo médico urologista Dr. Elizeu Netto.
Causas dos Cálculos Renais
A principal causa de cálculos renais é a baixa ingestão de água. A falta de hidratação leva à concentração de cristais nos rins, favorecendo a formação de cálculos. Além disso, fatores genéticos também contribuem significativamente, com indivíduos com histórico familiar apresentando maior risco (40-50%). A alimentação desempenha um papel crucial, com alimentos ricos em sódio, ácido úrico, embutidos, enlatados, temperos prontos e refrigerantes aumentando as chances de desenvolvimento da condição.
Sintomas e Tratamento
Os sintomas de cálculos renais incluem dores súbitas e intensas, e náuseas em casos mais graves. O tratamento varia de acordo com o tamanho e localização do cálculo. Cálculos pequenos podem ser eliminados espontaneamente ou com medicamentos. Em casos de cálculos maiores ou obstrutivos, a litotripsia (técnica que quebra os cálculos com laser) ou cirurgia pode ser necessária. Felizmente, técnicas minimamente invasivas estão disponíveis atualmente, representando um avanço significativo em relação às cirurgias abertas do passado.
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Prevenção
A prevenção é fundamental. Uma hidratação adequada (2,5 a 3 litros de água por dia para um adulto médio) é crucial para reduzir a concentração de cristais. Manter uma dieta balanceada, evitando alimentos processados, embutidos, enlatados e refrigerantes, também é essencial. A prática regular de atividade física e o acompanhamento médico periódico contribuem para a prevenção e detecção precoce de cálculos renais. Pacientes com histórico de infecções urinárias também devem estar mais atentos.
Em resumo, os cálculos renais são uma condição tratável e, em muitos casos, prevenível. A combinação de hidratação adequada, dieta equilibrada, atividade física e acompanhamento médico regular são medidas eficazes para reduzir o risco e melhorar a qualidade de vida.



