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Uma em cada quatro mulheres no Brasil já sofreram violência obstétrica

Um caso repugnante de um obstetra estuprando uma parturiente foi amplamente divulgado nesta semana; Rodrigo Stabeli analisa
violência obstétrica
Um caso repugnante de um obstetra estuprando uma parturiente foi amplamente divulgado nesta semana; Rodrigo Stabeli analisa

Um caso repugnante de um obstetra estuprando uma parturiente foi amplamente divulgado nesta semana; Rodrigo Stabeli analisa

Um caso recente de violência obstétrica, envolvendo um médico anestesista que agrediu sexualmente uma paciente durante o parto, chocou o Brasil e reacendeu o debate sobre a violência contra mulheres nesse contexto. Segundo dados apresentados pelo pesquisador Rodrigo Stable da Fiocruz, uma em cada quatro mulheres brasileiras sofre algum tipo de violência obstétrica.

O que é Violência Obstétrica?

A violência obstétrica abrange uma gama de ações que desrespeitam a autonomia da mulher e seu corpo durante a gravidez, parto e pós-parto. Isso inclui violência verbal, física e sexual, além da realização de procedimentos médicos desnecessários, sem consentimento informado e sem base científica. A imposição de cesarianas sem justificativa médica, o uso de medicamentos sem autorização, e a falta de respeito à vontade da mulher durante o parto são exemplos comuns.

Tipos Mais Comuns de Violência Obstétrica

Além do caso extremo de agressão sexual, outras práticas violentas são frequentes. Forçar a mulher a jejuar, isolá-la, impedi-la de ter acompanhantes, amarrá-la à cama, utilizar sedativos desnecessários, realizar episiotomia sem necessidade e não permitir que a mulher se manifeste durante o parto são algumas delas. A falta de informação sobre os procedimentos e a imposição de métodos contrários à vontade da mulher também configuram violência obstétrica.

Direito à Acompanhante e Denúncia

É importante destacar que a mulher tem o direito legal de ter um acompanhante durante o parto, garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Para denunciar casos de violência obstétrica, as mulheres podem entrar em contato com o número 180.

A violência obstétrica é um problema grave de saúde pública que exige atenção e combate. A conscientização sobre esse tipo de violência, o conhecimento dos direitos das mulheres e a denúncia dos casos são fundamentais para garantir o respeito e a segurança das mulheres durante a gestação, parto e pós-parto.

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