Ordem é composta por aves como papagaios, periquitos, araras, maritacas, entre outras; ouça o ‘CBN Sons da Terra’
O Brasil abriga quase metade das espécies de psitacídeos do mundo, uma família de aves que inclui papagaios, araras, periquitos e outras aves coloridas. Com cerca de 90 espécies, o país ostenta uma rica biodiversidade dessas aves.
Diversidade de Psitacídeos Brasileiros
A variedade de psitacídeos brasileiros é impressionante, tanto em tamanho quanto em cores. Exemplos vão desde o pequeno tuim, com apenas 12 centímetros e 25 gramas, até a arara-azul-grande, que pode pesar mais de 1,5 kg. Algumas espécies apresentam dimorfismo sexual, como o tuim, onde o macho possui uma mancha azul nas asas que a fêmea não tem. A inteligência dessas aves também chama a atenção, sendo comparada à dos corvos.
Comportamento e Vocalização
Psitacídeos são aves extremamente sociais e comunicativas, utilizando vocalizações como principal forma de interação. Sua capacidade de imitar sons, inclusive a fala humana, está relacionada a essa sociabilidade e à tentativa de interação com outras espécies. Estudos demonstram que eles aprendem melhor palavras ditas com ênfase, o que explica a imitação de palavrões em alguns casos. Apesar do barulho que podem fazer, sua vocalização é parte integrante do seu comportamento social.
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Psitacídeos na História do Brasil
A presença marcante dos psitacídeos na história do Brasil é inegável. Desde a chegada dos portugueses, araras, especialmente a arara-vermelha, foram registradas como parte da fauna brasileira. Elas tinham grande valor comercial na Europa, sendo trocadas por objetos de pouco valor com os indígenas. A arara-vermelha, hoje praticamente extinta na Mata Atlântica, era encontrada até no litoral do Rio de Janeiro. A designação do Brasil como “Terra dos Papagaios” em mapas antigos destaca a importância dessas aves na percepção inicial do território brasileiro. Hoje, a admiração por estas aves continua, e sua presença enriquece a paisagem e a cultura brasileira.