Luiz Puntel fala sobre este importante cartunista brasileiro, que morreu precocemente vítima de uma assassinato; ouça a crônica
Saudade de Glauc
O professor Luiz Puntel relembra com emoção o cartunista Glauc, seu ex-aluno, em uma crônica escrita em 2010, após a morte precoce do artista. A crônica, intitulada “Bu e Pum do Geraldão”, inicia com uma epígrafe de Guimarães Rosa: “As pessoas não morrem, elas ficam encantadas”. Puntel descreve a notícia da morte de Glauc como algo que o atingiu de forma inesperada, através de sites de notícias, contrastando com a forma poética da morte descrita por Vinicius de Moraes.
A Amizade Forjada no Jornal
A crônica detalha a trajetória de amizade entre Puntel e Glauc, iniciada na década de 70, quando Glauc era aluno de Puntel em Ribeirão Preto. Puntel recorda a primeira vez que viu Glauc desenhando, na sala de aula, e como, em vez de repreendê-lo, incentivou o talento do jovem artista. A amizade se consolidou, com Glauc criando cartões de Natal irreverentes para Puntel e ambos colaborando em jornais locais. A crônica menciona a passagem de Glauc por outros jornais, sob a orientação de Amido Ribeiro, e o contato mantido mesmo à distância, através de amigos em comum.
Um Legado que Perdura
Puntel finaliza a crônica com uma reflexão sobre a obra de Glauc e o impacto duradouro de seu trabalho. A memória de Glauc é celebrada, não apenas por seus amigos e familiares, mas pela grande imprensa que reconheceu sua importância. Apesar do tempo e das mudanças no cenário jornalístico, o traço marcante de Glauc e seus personagens, como o Geraldão, continuam vivos na memória de muitos, mostrando a força e a relevância de sua arte.
O texto emocionado de Puntel demonstra a profunda admiração e a saudade que ele nutre pelo amigo e ex-aluno, Glauc, destacando a trajetória do cartunista e o legado deixado por seu talento único e irreverente. A crônica é um tributo à memória de Glauc, um artista que, mesmo após sua partida, continua a encantar.