Última vítima foi um motociclista, de 39 anos, que bateu na traseira de um caminhão na rodovia Anhanguera
Ribeirão Preto registrou dez mortes no trânsito em 2025, Uma pessoa morre no trânsito de, com uma média de um acidente fatal a cada cinco dias. Na madrugada desta terça-feira, um motociclista de 39 anos, Marcelo Rodrigues do Nascimento, morreu após colidir na traseira de um caminhão na Rodovia Ianguera, próximo ao bairro Manuel Pena, na zona leste da cidade.
Além desse caso, ontem ocorreram duas mortes quase simultâneas no centro da cidade. Um ciclista de 52 anos faleceu após bater na lateral de um ônibus intermunicipal na Avenida Independência com a Presidente Vargas, Uma pessoa morre no trânsito de, próximo à Praça Salvador Espadone. Também na região central, uma mulher de 84 anos, Antônia de Falco, foi atropelada por um ônibus do transporte público ao atravessar fora da faixa de pedestre na Florentino de Abreu, perto do Centro Popular de Compras. Antônia, que era proprietária de um sebo na Avenida Nova de Júlio, foi sepultada no Cemitério Memorial Parque dos Gerais.
“Ela tinha um vínculo, uma amizade com o motorista, que tinha maior cuidado com ela ao entrar e sair do ônibus”, relatou Maria das Graças Novas, amiga da vítima.
O atropelamento foi registrado por câmeras de segurança de um comércio próximo. Segundo o motorista do ônibus, ele não viu a vítima durante a manobra de saída da plataforma do terminal Evangelina Passig. Marcelo Leão, secretário-geral do sindicato dos motoristas de ônibus de Ribeirão Preto, afirmou que o condutor está abalado e pediu mais segurança no local, sugerindo a instalação de grades e fiscalização para evitar travessias fora da faixa.
Perfil das vítimas e acidentes recentes
Das dez mortes no trânsito em Ribeirão Preto neste ano, seis envolveram motociclistas, dois ciclistas e dois pedestres. Entre os casos de motociclistas, destaca-se o acidente com Gabriel Lino Mariano, de 24 anos, que morreu em janeiro após ser atingido por um carro na Avenida Brasil com a Rua Pedregulho, na zona norte. Gabriel trafegava pela preferencial da Avenida Brasil quando teve a frente cortada por um veículo que fazia conversão.
“Eu andei a avenida inteira e não vi nenhuma placa de limite de velocidade. Você pode andar lá a 150 km/h. Não estou preocupada com a lei, mas com as vidas perdidas”, declarou Vanessa Lino, mãe de Gabriel, que cobra mudanças para evitar novas tragédias.
Fiscalização e estrutura insuficientes: A empresa responsável pela fiscalização do trânsito em Ribeirão Preto, RPMOB, informou que possui 82 agentes, sendo 65 atuando nas ruas, número sete vezes inferior ao recomendado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), que indica um agente para cada mil veículos. A frota da cidade é de aproximadamente 590 mil veículos, o que demandaria cerca de 500 agentes para uma fiscalização ideal.
“É um número muito alto, alarmante. Precisamos da contratação de mais agentes e da implantação de fiscalização eletrônica para reduzir os acidentes”, afirmou Carlos Rachisaka, gerente de fiscalização de trânsito da RPMOB.
Medidas e desafios: Além da falta de agentes, a fiscalização enfrenta dificuldades devido a furtos de fiação que prejudicam a sinalização viária, aumentando os riscos no trânsito. A RPMOB realiza trabalho conjunto com a Polícia Militar para o policiamento ostensivo, mas reconhece a necessidade de reforço na fiscalização eletrônica, incluindo controle de velocidade, avanço de sinal vermelho e respeito à faixa de pedestres.
Entenda melhor
Os acidentes fatais em Ribeirão Preto envolvem principalmente motociclistas, ciclistas e pedestres, com fatores como falta de sinalização adequada, pontos cegos dos motoristas e travessias fora da faixa contribuindo para a violência no trânsito. A carência de agentes de fiscalização e a necessidade de melhorias estruturais são apontadas como desafios para reduzir o número de mortes.



