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Uma revolução aos olhos da imprensa! Confira como o jornal ‘A Cidade’ retratou a guerra de 1932

Jornalista Guilherme Nali mergulhou nos arquivos do periódico para trazer um conteúdo especial sobre 9 de Julho de 32
guerra de 1932
Jornalista Guilherme Nali mergulhou nos arquivos do periódico para trazer um conteúdo especial sobre 9 de Julho de 32

Jornalista Guilherme Nali mergulhou nos arquivos do periódico para trazer um conteúdo especial sobre 9 de Julho de 32

A Revolução Constitucionalista de 1932 completa 91 anos em 9 de julho de 2023. O movimento, que marcou a história do Brasil, teve início com a declaração de guerra de São Paulo ao governo de Getúlio Vargas, em busca de uma nova Constituição. Durante quatro meses, soldados e civis lutaram por esse ideal, deixando um rastro de memória que perdura até hoje, especialmente em cidades como Ribeirão Preto.

A Eclosão do Conflito em Ribeirão Preto e São Paulo

Em Ribeirão Preto, o jornal A Cidade documentou diariamente os eventos da revolução, preservando um acervo valioso para a compreensão do período. A tensão entre São Paulo e o governo federal já existia antes de 9 de julho, intensificada após a tomada de poder por Vargas em 1930. A morte de quatro estudantes em maio de 1932, durante uma manifestação contra a ditadura, foi o estopim para a revolta. Em Ribeirão Preto, a sociedade reagiu imediatamente, organizando comícios e demonstrações de apoio à causa paulista.

A Participação da População e os Desafios da Guerra

A guerra civil envolveu baionetas, metralhadoras, aviões e bombardeios, resultando em cerca de 830 mortes. A população de Ribeirão Preto se mobilizou ativamente, com doações de ouro, alimentos e outros recursos para as tropas paulistas. Escolas foram transformadas em quartéis, e a rotina da cidade foi profundamente alterada. A falta de recursos, como armas e munições, foi um grande obstáculo para os constitucionalistas, que contaram com a ajuda de civis e com a criatividade para superar as dificuldades, como o uso de uma “matraca” para simular o som de metralhadoras.

Legado e Memória

Apesar da rendição de São Paulo em 2 de outubro de 1932, o sentimento não foi de derrota. A Revolução Constitucionalista forçou Vargas a reconhecer a necessidade de uma nova Constituição, marcando um ponto de inflexão na história do país. Em Ribeirão Preto, a memória da Revolução é preservada em monumentos, nomes de ruas (como a Avenida 9 de Julho) e no acervo do jornal A Cidade, cuidadosamente preservado pelo Grupo EP, que garante a continuidade da narrativa deste importante capítulo da história brasileira. A digitalização deste acervo é um desafio atual para garantir a preservação da memória para as futuras gerações.

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