Descoberta de pesquisadores de Araraquara ajuda na cicatrização e é feito com produtos naturais
Quem sofre com feridas de difícil cicatrização, como as causadas por diabetes ou queimaduras, pode ter uma nova esperança. Pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unesp de Araraquara desenvolveram um curativo inovador à base de produtos naturais, com resultados animadores.
Curativo Natural e sua Composição
O curativo é feito a partir de uma combinação de látex de seringueira e um extrato da casca do barbatimão, árvore típica do Cerrado. O extrato é misturado ao látex e, após passar por um processo em estufa, transforma-se em uma membrana de borracha elástica. Essa combinação proporciona um tratamento diferenciado, com vantagens significativas em relação aos métodos tradicionais.
Resultados Promissores em Testes Clínicos
Em testes com 45 pessoas, divididas em três grupos, os resultados foram surpreendentes. O primeiro grupo utilizou apenas membrana de látex, cicatrizando uma ferida de 4 anos em 3 meses. O segundo grupo, tratado apenas com gel de barbatimão, apresentou cicatrização parcial de uma ferida de 6 anos após 3 meses. Já o terceiro grupo, que utilizou a nova membrana combinada (látex e barbatimão), obteve a cicatrização completa de uma ferida de 11 anos em apenas 3 meses.
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Aplicações e Futuro do Curativo
De acordo com os pesquisadores, o curativo pode ser utilizado em diversos tipos de ferimentos, incluindo escaras de decúbito, úlceras de pressão e úlceras diabéticas, além de queimaduras. A membrana também apresenta propriedades de regeneração óssea, atuando como uma barreira protetora que estimula o processo de cicatrização. O custo estimado é baixo, cerca de 20 centavos por unidade. Novos testes clínicos estão previstos, e a expectativa é de que o produto chegue ao mercado em aproximadamente 5 anos.



